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Tom Brady é amigo de Trump. Mas não gosta nem um pouco de falar disso

Donna Connor/WireImage
Tom Brady e Donald Trump durante luta de Floyd Mayweather em 2005 Imagem: Donna Connor/WireImage

Fábio Aleixo

Do UOL, em São Paulo

30/01/2017 15h41

Quaterback com mais títulos em atividade na NFL, marido de Gisele Bündchen e grande líder do New England Patriots na busca por mais um título do Super Bowl no próximo domingo. Assuntos e nuances a serem exploradas sobre Tom Brady não faltam. Mas o jogador agora está sendo questionado e colocado nos holofotes por um tema que nada tem a ver com esporte: sua amizade e apoio a Donald Trump.

O presidente americano assumiu o cargo oficialmente no último dia 20 e adotou uma série de medidas que vem sendo alvo de muita polêmica nos Estados Unidos: a maior delas o veto a cidadãos de sete países de entrarem no país.

Brady falou pela primeira vez na semana do Super Bowl na "Noite de Abertura", evento transmitido ao vivo para todo o país na segunda-feira e sua relação com o presidente foi alvo de diversos questionamentos. Mas o jogador que já havia dado mostras de que não gosta nem um pouco de tocar no assunto, esquivou-se completamente das perguntas sobre o tema

"Não falo de política. Só quero focar nos aspectos positivos do jogo e nos meus companheiros, que são as únicas razões pela qual estou aqui. Foi necessário muito trabalho pata chegar até aqui. Só quero focar na grande natureza de dois times competindo no mais alto nível", disse.

Em uma entrevista a rádio WEEI, de Boston, na semana passada, Brady se mostrou incomodado com perguntas sobre Trump.

"Ele sempre me apoiou e me incentivou por muitos anos. É apenas uma amizade. Tenho diversos amigos e ligo para várias pessoas. Mas por que isso é tão importante? Eu não consigo entender", disse Brady

Stephen Lovekin/WireImage
Tom Brady, Donald Trump e Terry McDonald, editor da Sports Illustrated, em evento de 2005 Imagem: Stephen Lovekin/WireImage

"Não quero falar sobre isso, mas se você conhece uma pessoa, não significa que você apoie e concorde com tudo que ela fale", disse o jogador.

Brady evita falar sobre política e deverá adotar a mesma postura durante toda esta semana, mas em 2015 ele declarou abertamente seu apoio à candidatura de Trump e inclusive tinha em seu vestiário o boné vermelho que o empresário usou durante toda a sua campanha com os dizeres Make America Great Again (Faça a América Grande de Novo, em português).

Na época, inclusive declarou: "Espero que sim (Trump seja o presidente). Ele fará ainda mais verde o gramado da Casa Branca. Estou certo disso".

O carinho de Trump por Brady é grande. Diversas vezes usou sua conta pessoal no Twitter para expressar sua admiração pelo atleta de 39 anos, sempre ressaltando o seu espírito vencedor.

Parabéns a Tom Brady por outra grande vitória - Tom é meu amigo e um vencedor total!

E a amizade dos dois não é só essa de ligar pelo telefone ou trocar mensagens. Os dois já compartilharam diversos momentos juntos. Em 2005, assistiram lado a lado a uma luta de Floyd Mayweather. No mesmo ano, ficaram juntos durante a festa promovida pela revista Sports Illustrated para premiar os melhores da temporada. No Twitter, Trump colocou inclusive uma foto dos dois jogando golfe em uma de suas propriedades. E foram diversos outros encontros.

Reprodução/Twitter
Donald Trump e Tom Brady após partidas de golfe Imagem: Reprodução/Twitter

"Eu liguei para ele sim, no passado. Algumas vezes ele me ligou. Mas sempre tento manter as coisas em um contexto. Por 16 anos você conhece uma pessoa antes que ela chegue a uma determinada posição", minimizou.

Jornalistas criticam Brady

A postura de Brady de não falar sobre Trump e evitar comentar a relação tem causado descontentamento em parte da imprensa do país. 

Dam Wetzel, colunista do Yahoo, afirmou que não é possível para o jogador evitar falar sobre sua relação com o presidente, mas não acredita que isso ocorra. "O mais provável é que Brady não diga nada em resposta. E isso não é simplesmente porque Brady tentou minimizar sua relação com Trump no passado, mas também porque ele não dirá nada diferente que vai trabalhar duro e fazer o melhor para derrotar o Atlanta".

Nancy Armour, do jornal USA Today, foi dura em suas palavras. "Ao se recusar a criticar  as ações de Trump, Brady está dando anuência para Trump e o caos que ele está criando", escreveu.

Ela também citou a postura de Brady ao evitar falar sobre sua relação com Trump como inadequada. "Apenas agora que ele está encarando questionamentos e críticas, que ele pensa que a amizade deve estar fora de limites. Mas as coisas não funcionam deste jeito. Se você tem uma posição, você deve sustentá-la. Se você mudou de opinião, deve explicar o porquê. Ele não pode ficar surpreso que as pessoas queiram saber sua amizade. As pessoas esperam por uma resposta".

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