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Ele cortava o cabelo como Ronaldo. Hoje, pode fazê-lo ganhar muito dinheiro

Barbara Gutierrez/UOL
Ronaldo jogando LOL no evento de lançamento; Fenômeno investiu nos e-Sports Imagem: Barbara Gutierrez/UOL

Gustavo Franceschini

Do UOL, em São Paulo

02/02/2017 15h08

Quando o Brasil foi penta, em 2002, Pedro “Lep” Marcari tinha só sete anos de idade e ficou tão empolgado com a conquista que cortou o cabelo no estilo Cascão, inspirado no craque que marcou aquela Copa do Mundo. Na última quarta, o ídolo foi até “Lep” para muito mais que uma troca de autógrafos. Ronaldo hoje investe no antigo fã, membro do time de e-Sports que o “Fenômeno” adquiriu e com o qual pretende ampliar sua fortuna na condição de empresário.

“Eu sempre acompanhei o Ronaldo. Lembro de ver aquela final na casa do meu tio, fiz o corte de cabelo dele. Acho que todo mundo fez, naquela época”, conta Pedro, que League of Legends no CNB, time comprado pelo ex-atacante.

Na última quarta, o jovem foi “técnico” do ex-atacante em uma rápida partida. O desafio diante de um videogame, com um jogo complexo e sob a pressão de um punhado de espectadores, inverteu os papeis. Foi Ronaldo quem teve de ir à internet, como um fã, pesquisar sobre como poderia atuar com um controle na mão. “Antes de conhecê-los eu também pesquisei bastante, vi jogos no Youtube. Os meninos são fantásticos e muito talentosos”, disse o “Fenômeno”.

Gustavo Franceschini/UOL
Pedro "Lep" e Willyan "WOS", jogadores de LOL do CNB, time comprado por Ronaldo Imagem: Gustavo Franceschini/UOL

Pode parecer papo marqueteiro, mas ele de fato teve de buscar informações. Ronaldo foi apresentado como novo dono do CNB, time de League of Legends, ao lado de André Akkari, jogador de pôquer e sócio do ex-atacante na empreitada. Conhecidos do público, os dois decidiram investir porque viram potencial no que eles chamaram de “universo paralelo” dos e-Sports, em que jovens como Pedro arrastam verdadeiras multidões e movimentam milhões diante de um videogame.

“Esse é um mercado que eu acompanho muito indiretamente. Tenho meninos que gostam e tive certa facilidade de entender o investimento que eu estava fazendo”, disse Ronaldo. “Quando eu falei para a minha filha que eu estava me envolvendo com o CNB, ela me pediu um autógrafo do PBO. Eu falei: ‘Mas quem é PBO? Como você sabe quem é PBO?’”, relembrou Akkari, rindo do próprio desconhecimento.

Não é que os astros do CNB ou dos e-Sports em geral sejam mais conhecidos que a dupla. A questão é que o mercado em que eles atuam é tão forte que nomes como Ronaldo se dão ao trabalho de pesquisar e entender a força do esporte eletrônico para ganhar dinheiro com isso. Fora do Brasil, nomes como os ex-jogadores de basquete Shaquille O’Neal e Magic Johnson e o ator Ashton Kutcher estão na lista dos milionários que investiram no setor.

No ano passado, a final brasileira de LOL (League of Legends) lotou o ginásio do Ibirapuera e atingiu quase 1,5 milhão de pessoas com a transmissão ao vivo no Sportv. Em 2015, segundo estimativa do CNB, o mercado de e-Sports movimentou US$ 610 milhões (R$ 1,95 bilhão) e alcançou mais de 70 milhões de espectadores pelo mundo.

“Eu estou competindo há bastante tempo, sou um dos dinossauros aqui. Na época que eu comecei, se meu vizinho gostasse do que eu fazia já era demais, hoje tem multidões querendo ver a gente jogar”, diz Pedro “Lep”, ainda surpreso com a popularidade. “Eu nunca imaginei que, sei lá, o filho do Ronaldo fosse apreciar o que a gente faz”, contou Willyan “WOS” Bonpam, outro atleta do CNB.
 

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