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Olimpíada de inverno: nome anti-confusão, neve artificial e dados na nuvem

Sean M. Haffey/Getty Images
Vista geral de PyeongChang, na sede dos Jogos de Inverno de 2018 Imagem: Sean M. Haffey/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

05/03/2017 06h00

Entre 9 e 25 de fevereiro do ano que vem, mais uma Olimpíada irá acontecer: a edição de inverno está marcada para PyeongChang, na Coreia do Sul. E a competição tem e terá algumas particularidades. Uma novidade é tecnológica: os dados oficiais do evento estarão todos na "nuvem". Outra é a mudança da grafia do nome do condado.

Pyeongchang é escrito assim, apenas com o "P" maiúsculo. No entanto, o governo local e a organização dos Jogos temiam que estrangeiros confundissem o condado com Pyongyang, capital da fechada Coreia do Norte. Por isso, toda a comunicação da Olimpíada de Inverno e até o governo passaram a adotar PyeongChang com o "C" maiúsculo.

A cautela é baseada em uma experiência recente, e nada agradável, de um queniano que fez exatamente essa confusão. Em 2014, Daniel Olomae Ole Sapit foi convidado para dar uma palestra em conferência da ONU em Pyeongchang, mas pegou um voo para a capital norte-coreana. Resultado: o palestrante queniano foi interrogado por 5 horas e precisou pagar 500 dólares de multa para poder sair do país, seguindo para Pequim.

Por isso, até os mecanismos de busca na internet já apresentam muitos resultados com a nova grafia. A internet, inclusive, será uma aliada até nos custos mais enxutos dessa edição da Olimpíada de Inverno em relação à anterior, Sochi (Rússia). Todas as operações críticas de tecnologia, incluindo a transmissão de resultados em tempo real, serão administradas por meio de uma nuvem.

Ou seja, em vez de estruturas físicas para abrigar servidores nas sedes, tudo estará remoto. Avanços assim, segundo a organização, permitiram que o custo dos Jogos seja de US$ 13 milhões, praticamente um quarto dos US$ 50 milhões gastos pela Rússia em 2014.

Mas um investimento que as antecessoras tiveram e PyeongChang também precisará será a neve artificial. Sochi, por exemplo, tinha temperaturas mais altas que o condado sul-coreano, cuja expectativa é que a variação seja entre -10ºC e 5ºC. Assim, a neve artificial seria só um plano B. "Se a neve não cai do céu, nós a fabricaremos", informou a organização.

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