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COI nega ter acobertado suspeita de doping de jamaicanos em Pequim-2008

Julian Finney/Getty Images
Não foram citados nomes de atletas jamaicanos que teriam vestígio de doping na urina Imagem: Julian Finney/Getty Images

Do UOL, com agências internacionais

03/04/2017 14h06

O Comitê Olímpico Internacional (COI) negou nesta segunda-feira que tenha acobertado casos suspeitos de doping nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. O posicionamento é uma resposta à denúncia de um documentário exibido na emissora alemã "ARD" de que a entidade não levou adiante indícios de irregularidade em exames antidoping de atletas jamaicanos.

Segundo a reportagem conduzida pelo jornalista Hajo Seppelt, o mesmo que revelou o escândalo do doping russo, alguns atletas do país apresentaram vestígios de clenbuterol em reanálises feitas oito anos após o evento. Não foram revelados nomes dos atletas que teriam usado a substância que é considerada anabolizante.     

"Após uma análise cuidadosa, a Wada (Agência Mundial Antidoping) informou ao COI que análise não encontrou qualquer padrão significativo e consistente de abuso de clenbuterol nesses casos e que seria apropriado não levar esses casos mais adiante", disse o COI em comunicado.

Sem citar a Jamaica, o COI admitiu que foram encontrados vestígios da substância em diversas reanálises de atletas de diferentes países. Porém, a entidade alega que a quantidade não era suficiente para levar os processos adiante.

Vale lembrar que, na China, é comum o uso de clenbuterol para aumentar os músculos dos animais e houve um alerta na época sobre essa possibilidade. "Os baixos níveis de clembuterol encontrados nas amostras estão em uma faixa que poderia indicar possíveis casos de contaminação por carne", disse a entidade.

A Agência Mundial Antidoping (Wada), por sua vez, citou um precedente legal quando a FIFA não processou mais de 100 testes positivos para clenbuterol no Mundial Sub-17 em 2011 do México, país que também tem o costume de usar a substância na criação de gado.

"Reconhecemos que a questão da contaminação da carne de clenbuterol é insatisfatória. Vamos continuar a investir na investigação científica para tentar resolver esta questão o mais rapidamente possível", disse o diretor-geral da entidade, Olivier Niggli.

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