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Olimpíada em Paris ou Los Angeles? Aposta vale R$ 4,4 bilhões

Lionel Bonaventure/AFP Photo
Imagem: Lionel Bonaventure/AFP Photo

Tariq Panja

Da Bloomberg

13/04/2017 12h22

Los Angeles e Paris disputam ombro a ombro a organização dos Jogos Olímpicos de 2024 e a empresa detentora dos direitos de transmissão na Europa está realizando hedge (proteção de risco) de sua aposta de US$ 1,4 bilhão (R$ 4,4 bilhões) em qual cidade e fuso horário vencerão.

A Eurosport, pertencente à Discovery Communications, está tentando fechar acordo com emissoras francesas antes da decisão final, que será tomada em setembro, segundo uma pessoa com conhecimento das negociações. Se for Paris, o canal francês vencedor pode ter o maior evento esportivo do mundo com desconto em solo natal. Mas se Los Angeles for escolhida e os jogos não ocorrerem em fusos horários europeus, o canal francês terá pago caro.

Os direitos da Eurosport sofreriam um "enorme impacto financeiro" se a Olimpíada for realizada em Los Angeles porque uma grande fatia dos eventos seria transmitida no início da manhã, disse Tim Crow, CEO da Synergy, uma empresa que assessora patrocinadores olímpicos. "Pode-se dizer que o evento perderia metade de seu valor", disse Crow.

A NBC garantiu os direitos de transmissão para os EUA, que são de longe o mercado mais lucrativo, mas essa é a primeira vez que uma única emissora possui os direitos de televisão de toda a Europa. A Eurosport está pagando ao Comitê Olímpico Internacional pelas duas Olimpíadas de Inverno e de Verão programadas até 2024 -- com exceção dos direitos de Tóquio 2020 na França e no Reino Unido --, um acordo fechado pouco antes de a Discovery assumir o controle do canal, dois anos atrás.

A Eurosport vem revendendo direitos a sublicenciadas locais, incluindo a britânica BBC, para garantir um retorno sobre alguns investimentos. Em países como a Alemanha, onde não revendeu direitos, a Eurosport transmitirá alguns eventos gratuitamente em seu próprio canal.

Apesar de os direitos olímpicos popularizarem a emissora, a importância dos acordos reflete a situação do pressionado movimento olímpico, que confia três quartos de suas receitas aos contratos de televisão. O COI ficou com apenas dois candidatos depois que cidades como Boston, Roma e Budapeste se retiraram da disputa devido à pressão pública gerada pelo custo dos jogos.

Últimos europeus

O medo na Eurosport é que se Paris não for escolhida para 2024, pode haver uma escassez de futuras cidades europeias candidatas, segundo uma pessoa com conhecimento da posição da empresa, que pediu anonimato porque as negociações são privadas. A Eurosport preferiu não comentar, apesar de o CEO Peter Hutton ter dito por e-mail que a companhia já havia fechado mais da metade dos acordos para garantir transmissões gratuitas por antena.

O presidente do COI, Thomas Bach, sugeriu entregar o evento de 2028 para a cidade que não for selecionada para 2024. Paris afirmou que não tem interesse em organizar o evento quatro anos depois e Los Angeles disse que está focada na candidatura atual.

Com um contrato televisivo muito superior a todos os demais, e sede de seis das 13 patrocinadoras olímpicas, o mercado dos EUA é o motor que impulsiona o movimento. Esses acordos de patrocínio geralmente são de longo prazo e vão até 2020. Uma Olimpíada em Los Angeles em 2028 provavelmente convenceria essas empresas, entre elas Coca-Cola e McDonald's, a assinar por mais uma década.

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