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Porta-voz diz que COI busca esclarecimentos sobre investigação da Polícia

Taís Vilela/UOL
Carlos Arthur Nuzman é um dos investigados em operação da Polícia Federal Imagem: Taís Vilela/UOL

Do UOL, em São Paulo

05/09/2017 10h21

Em meio às investigações da Polícia Federal sobre suposta compra de votos para que o Rio de Janeiro fosse escolhida como sede da Olimpíada de 2016, o Comitê Olímpico Internacional (COI) se pronunciou. A entidade gestora se disse parte interessada e afirmou que faz o possível para obter esclarecimentos sobre o caso.

"O COI está ciente das circunstâncias por meio da mídia e está fazendo todo o esforço possível para receber toda a informação. É do mais alto interesse do COI obter esclarecimentos sobre o assunto", disse porta-voz da entidade, de acordo com reportagem da agência de notícias "Reuters". 

Nesta terça-feira (5), a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, e na sede da entidade. A operação, batizada de Unfair Play, é um desdobramento da Lava Jato e investiga compra de votos e pagamento de propinas na escolha do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016.

Nuzman deixou sua residência levado pelos oficiais para depor na sede de Polícia Federal. Como há suspeitas que o presidente do COB tenha nacionalidade russa, ele foi proibido de deixar do país e entregou todos os seus passaportes.

O presidente do COB vai depor ainda nesta terça-feira na sede da Polícia Federal. A investigação também tem como alvo o empresário Arthur César de Menezes Soares, conhecido como "Rei Arthur", investigado por fazer parte do suposto esquema de corrupção na escolha do Rio como sede olímpica. As autoridades cumprem mandados de prisão preventiva para ele e sua sócia Eliane Cavalcante.

Entenda o caso

Em março deste ano uma reportagem do jornal francês Le Monde exibiu que investigação francesa descobriu pagamentos indiretos de Arthur Soares para dois então membros do COI (Lamine Diack e Franck Fredericks) poucos dias antes da eleição em outubro de 2009. Por isso, há uma apuração na Justiça francesa e no Comitê Olímpico internacional (COI) para saber se foram propinas pagas para ajudar o Rio a vencer a eleição olímpica.

Na apuração, foram investigados Franck Fredericks, membro do COI, e Lamine Diack, ex-presidente da IAAF e ex-membro do COI. Segundo o ''Le Monde'', uma offshore de propriedade de Arthur Soares no Caribe enviou um pagamento de US$ 1,5 milhão para uma empresa de Papa Diack, filho de Lamine, a três dias da eleição do Rio. A família Diack já era investigada por envolvimento no escândalo de doping da Rússia.

Posteriormente, Fredericks recebeu um pagamento de Papa Diack de parte do valor. Ele afirmou que prestou serviços esportivos relacionados a eventos na África e apresentou o contrato ao COI.

Arthur Cézar de Menezes Soares já era investigado pelo Ministério Público Federal na ''Operação Calicute'' por suas ligações com o ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral. Suas empresas tinham contratos bilionários com o governo do Estado. Sua proximidade com Cabral, que era o governador na eleição do Rio, era responsável pelo apelido de ''Rei Arthur''.

Conforme noticiou o UOL Esporte, o grupo empresarial ligado a Arthur Soares assinou seis contratos com o Comitê Rio-2016 para serviços de mão de obra, limpeza e alimentação, entre outros itens. Segundo o comitê, o valor total foi de R$ 80 milhões.

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