Esporte

Motorista é preso por suspeita de ajudar assassino de atleta de hóquei

Arquivo pessoal
Matheus Garcia (à esquerda) foi morto com um tiro na nuca por Jarbas Colferai (à direita) Imagem: Arquivo pessoal

Felipe Pereira e Marcello De Vico

Do UOL, em São Paulo e Santos (SP)

23/09/2017 12h06

A Polícia Civil prendeu o motorista do Uber que transportou o policial militar Jarbas Colferai Neto até o local do assassinato do jogador da seleção brasileira de hóquei Matheus Garcia Vasconcelos. Ele deverá ficar na cadeia por no mínimo, 30 dias. A informação foi divulgada pelo site G1 e confirmada pela Secretaria de Segurança Pública ao UOL Esporte.

A Justiça decretou a prisão na sexta-feira porque o motorista pode ter participação no crime cometido em São Vicente. Segundo investigação da polícia, o profissional do Uber é amigo do criminoso e ocultou informações sobre o assassinato. Ele ainda teria escondido a arma e um moletom usado pelo criminoso.

O motorista está na carceragem do 5º Distrito Policial de Santos. Ele já prestou depoimento, mas será ouvido novamente pela polícia. .

O crime

O crime se deu por conta da suspeita de Colferai Neto de que sua mulher, com quem tem um filho de três anos, mantinha um caso amoroso com Matheus Garcia. "Ele confessou o crime, deu detalhes e alegou uma motivação passional. A alegação dele é que a vítima perseguia a companheira dele", disse o delegado Carlos Schneider.

A Polícia Civil informou que Colferai Neto utilizou um perfil falso no Facebook para se passar por sua mulher e atraiu a vítima até o local do crime.

Ao encontrar Matheus no local do crime, Jarbas estava armado com um revólver calibre 32 e exigiu a entrega do celular. Na sequência, o criminoso ordenou que o jovem virasse de costas para a parede de uma casa e o executou. O assassino foi encaminhado para o presídio Romão Gomes, em São Paulo.

Matheus, que era amigo de infância da mulher de Jarbas, tinha 24 anos e fez parte da seleção brasileira que participou do Mundial de Hóquei de Patins na França, em 2015. Ele defendia o Internacional de Regatas, clube de Santos.

Matheus conciliava o esporte com a carreira de modelo e era descrito como querido, animado e brincalhão. Ele cursava o último ano de Publicidade, na Universidade Santa Cecília, em Santos, e preparava o TCC.

No início do dia, um suspeito chegou a ser detido pela polícia para averiguação, mas liberado logo na sequência. A mulher de Colferai Neto também compareceu à delegacia, assim como a mãe do PM - que passou mal e precisou ser atendida pelo Samu.

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