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Após protestos, Trump cobra respeito da NFL; Liga recusa punição a atletas

Reuters/Andrew Boyers
Imagem: Reuters/Andrew Boyers

* Do UOL, em São Paulo

25/09/2017 11h57

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que os protestos dos jogadores da NFL, a liga de futebol americano, durante a execução do hino nacional não têm relação com a questão racial no país. O mandatário cobrou respeito por parte da NFL.

A polêmica começou na sexta-feira com as críticas de Trump aos jogadores da NFL, a maioria negros, que protestam contra a violência policial contra os afro-americanos, ficando ajoelhados durante a execução do hino nacional do país antes das partidas.

O presidente pediu que os donos das equipes da NFL demitissem os jogadores "rebeldes", xingou os atletas que se manifestam e afirmou que, se os torcedores deixassem os estádios quando isso ocorresse, os protestos iriam acabar.

"A questão de se ajoelhar (quando o hino é executado) não tem nada a ver com raça. Se trata de respeito ao nosso país, a nossa bandeira e o hino nacional. A NFL deve respeitar isso", destacou Trump em uma mensagem publicada no Twitter.

“Muitas pessoas ficaram aborrecidas com os jogadores que se ajoelharam (uma minoria de atletas). Esses são os fãs que exigem respeito à bandeira"

Mas o pedido de Trump para a NFL não surtiu efeito. Nesta segunda, a liga de futebol norte-americano informou que não punirá os atletas que se ajoelharam.

Os protestos mais contundentes foram feitos por atletas do Seattle Seahawks, Tennessee Titans e Pittsburgh Steelers. Os três times permaneceram nos vestiários durante a execução do hino nacional. O único a "furar" o ato foi o jogador Alejandro Villanueva, dos Steelers, que defendeu as Forças Armadas na guerra do Afeganistão 

Além dos três times, houve também protestos de atletas em quase todos os jogos da NFL deste domingo até em Londres, onde Jacksonville Jaguars e Baltimore Ravens se enfrentaram. Os jogadores optaram por se ajoelhar ou ficar com os braços abraçados um ao outro durante o hino como foi o caso de Tom Brady no protesto feito pelo New England Patriots, atual campeão da liga.

Mesmo alguns proprietários de times, que costumam apoiar o presidente, criticaram a atitude de Trump. Shahid Khan, dono dos Jaguars, ficou ao lado dos jogadores e abraçou os braços de seus comandados. "Fiquei profundamente desapontado", disse Robert Kraft, proprietário do New England Patriots, que é amigo pessoal do presidente norte-americano.

O protesto também foi estendido a dois cantores, que se ajoelharam no trecho final do hino nacional nas partidas entre Seahawks e Titans, e Detroit Lions contra Atlanta Falcons.

Para rebater os atos, Trump afirmou uma "pequena porcentagem" de atletas se manifestou e que eles foram vaiados por muitas pessoas que exigem respeito à bandeira americana.

Em contraste com o ocorrido na liga de futebol americano, Trump elogiou hoje em outro tweet os pilotos e torcedores da Nascar, que, segundo o presidente, disseram em "alto e bom som" que não vão tolerar falta de respeito ao país ou à bandeira.

* Com informações da EFE

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