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Ex-médico da seleção dos EUA de ginástica assume culpa por abusos a menores

Julia Nagy/Lansing State Journal via AP
Larry Nassar, médico denunciado por abusos sexuais contra ginastas nos Estados Unidos Imagem: Julia Nagy/Lansing State Journal via AP

Do UOL, em São Paulo

22/11/2017 15h57

O médico Larry Nassar, que cuidou da seleção americana de ginástica por anos e trabalhava na universidade de Michigan State, declarou-se culpado de sete casos de abuso sexual de menores nesta quarta-feira (22), em uma corte do estado de Michigan. Ele deve pegar pelo menos 25 anos de prisão.

Nassar foi julgado por molestar sete meninas, mas é acusado por mais de 100 mulheres de abusos sexuais. Dentre elas estão as ex-ginastas McKayla Maroney, Aly Raisman e Gabby Douglas, que revelaram ter sido vítimas do médico nas últimas semanas.

A rede de televisão CBS registrou o momento em que Nassar assume os crimes, que foram cometidos sob o disfarce de realizar um tratamento. Três das sete vítimas que ele admitiu tinham menos de 13 anos, e as outras entre 13 e 15 anos.

Algemado e mais magro, o ex-médico compareceu ao tribunal vestindo um macacão laranja. Falando de maneira suave, se declarou culpado com um simples "sim" a cada acusação lida. Depois fez uma declaração ao tribunal.

Disse ter rezado por suas vítimas e pediu desculpas por seus crimes, que se relacionam com eventos em Michigan ocorridos entre 1998 e 2015. "Quero que elas se curem. Quero que essa comunidade se cure", disse Nassar, que já havia se declarado culpado por acusações de pornografia infantil a nível federal.

A juíza Rosemarie Aquilina declarou "insuficientes" as palavras do ex-médico. "Você usou sua posição de confiança da maneira mais vil: para abusar de crianças", assinalou. "Concordo que agora é o momento de cura. Mas isso pode levar uma vida, enquanto você passa a sua vida atrás das grades".

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