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Inquérito russo conclui que delator de doping fornecia drogas, diz TV

Funcionário segura amostra no laboratório antidoping de Moscou - Alexander Zemlianichenko/AP
Funcionário segura amostra no laboratório antidoping de Moscou Imagem: Alexander Zemlianichenko/AP

Do UOL, em São Paulo

28/11/2017 14h43

De acordo com reportagem da emissora britânica "BBC", inquérito russo concluiu que Grigory Rodchenkov, delator de esquema de doping para as Olimpíadas de Inverno de Sochi-2014, forneceu pessoalmente os medicamentos proibidos. Ele era diretor do laboratório antidoping de Moscou.

Ainda segundo as investigações do governo, os atletas não sabiam que Rodchenkov havia dado substâncias proibidas para eles.

As acusações foram feitas uma semana antes de a Rússia saber se seu banimento olímpico será aplicado também nos Jogos de Inverno de 2018, que serão realizados em Pyeongchang (CDS).

"Ficou estabelecido que Rodchenkov forneceu pessoalmente atletas e técnicos com medicamentos cujos recursos comprovados não eram conhecidos por eles, mas que depois foram estabelecidos como constituintes de drogas de aumento de performance", disse o Comitê Investigativo da Rússia (IC), por meio de comunicado oficial.

A Agência Mundial Antidoping (Wada) já havia acusado Rodchenkov de aceitar propinas para destruir mais de 1.400 amostras de sangue e urina. Além disso, o governo russo sempre disse que a culpa do esquema de doping era dele, e não do Estado.

Em entrevista concedida ao jornal americano "New York Times" em 2016, Rodchenkov disse que dopar atletas era parte de seu trabalho, e que seu laboratório iria parar de receber verba se ele não o fizesse.