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Por tatuagens, empresa cobra R$ 3 milhões de produtora de games em processo

Mike Ehrmann/Getty Images/AFP
Chris Andersen em ação pelo Miami Heat durante jogo contra o Detroit Pistons em 2013 Imagem: Mike Ehrmann/Getty Images/AFP

Do UOL, em São Paulo

27/12/2018 18h07

De acordo com reportagem do jornal americano "The New York Times", a reprodução das tatuagens de jogadores de basquete fez com que a empresa 2K Games recebesse um processo de US$ 819.500,00 (R$ 3.222.601,80). Tudo isso tem origem na legislação dos Estados Unidos, onde a empresa é sediada.

Isso porque, segundo as leis de direitos autorais, qualquer ilustração criativa tem seus direitos ligados ao artista, incluindo tatuagens. Por isso, para que elas sejam reproduzidas em vídeo games, seria necessário chegar a um acordo com o autor.

Ciente da possibilidade de explorar a legislação, a empresa Solid Oak Sketches obteve os direitos autorais de cinco tatuagens de três jogadores de basquete antes de processar, em 2016, a 2K Games, que havia reproduzido as artes em edição do jogo NBA 2K. Além de pedir R$ 3.222.601,80 pela utilização dos desenhos, a companhia propôs acordo de US$ 1,14 milhões (R$ 4,48 milhões) para uso futuro delas.

A 2K Games ainda tem mais um processo por conta do NBA 2K e um por conta do WWE 2K, também relacionados a tatuagens. Questionado, porta-voz da empresa disse que não se pronuncia sobre assuntos legais.

Ciente do problema, associações de jogadores dos Estados Unidos têm proposto que os atletas adquiram os direitos autorais de suas tatuagens. A maioria dos artistas responsáveis não liga, já que conseguem se promover ao colocarem sua arte no corpo de esportistas famosos.

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