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Ginástica artística brasileira consegue melhor campanha em Pans na história

Equipe brasileira de ginástica artística brilhou no Pan de Lima-2019 - LUIS ROBAYO / AFP
Equipe brasileira de ginástica artística brilhou no Pan de Lima-2019 Imagem: LUIS ROBAYO / AFP

Karla Torralba

Do UOL, em Lima (Peru)

31/07/2019 18h36

A campanha da ginástica brasileira no Pan de Lima é a melhor da história nos Jogos. Superou, inclusive, a campanha em casa, no Rio-2007, quando nomes históricos como Daiane dos Santos e Diego Hypólito, hoje comentaristas, competiam.

Comparando com o desempenho de 12 anos atrás, o número de medalhas obtidas na capital peruana é o mesmo. Mas o peso dessas medalhas foi diferente. Dos 11 pódios desta edição, foram quatro ouros, quatro pratas e três bronzes. No Rio haviam saído quatro ouros, duas pratas e cinco bronzes.

Em Lima-2019, aliás, o Brasil superou os Estados Unidos no quadro de medalhas exclusivo da modalidade. Os norte-americanos terminaram com 11 medalhas também, mas um ouro a menos. Lembrando, de todo modo, que o Pan foi encarado por ambos países como uma competição até mesmo preparatória para a prioridade da temporada, que é o Mundial, a ser disputado em outubro em Stutgart, na Alemanha. Jade Barbosa, por exemplo, foi poupada, depois de sentir uma lesão nos treinamentos.

"A gente está colhendo frutos de muito trabalho. a preparação do ano foi pesada, foi difícil, a gente tem procurado melhorar a qualidade das séries. Aqui deu para testar para que ocorra tudo bem no Mundial e possamos garantir a vaga olímpica", disse Chico Barretto, que deixa a capital peruana com três medalhas de ouro, também um desempenho histórico.

Todos os quatro ouros vieram com o time masculino. A série de conquistas começou justamente na final por equipes. Depois, nas decisões por aparelho, Caio Souza foi campeão no individual geral, voltando de cirurgia. Já Chico Barretto se superou e venceu as disputas sobre o cavalo e na barra fixa. Arthur Nory completou dobradinhas históricas tanto no individual geral como na barra fixa.

No feminino, destaque novamente para Flávia Saraiva. Ela participou da conquista das três medalhas, todas de bronze: individual geral, solo e por equipes.

A campanha poderia ter sido ainda melhor não fosse o deslize do superfavorito Arthur Zanetti na final das argolas. Ele foi superado pelo mexicano Fabián de Luna, deixando o ouro escapar.