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Como escola de samba Mangueira moldou base da seleção de basquete do Pan

Mais experiente da seleção, a pivô Érika foi uma das primeiras revelações do projeto - Alexandre Loureiro/COB
Mais experiente da seleção, a pivô Érika foi uma das primeiras revelações do projeto Imagem: Alexandre Loureiro/COB

Karla Torralba

Do UOL, em Lima (Peru)

10/08/2019 04h00

Sabe aquele dizer de que, se quiser colher frutos em algum esporte, deve-se investir nas categorias de base? Funciona mesmo. Agora, acontece que no basquete feminino brasileiro, uma escola de samba de enorme tradição no Rio de Janeiro assumiu esse trabalho. A Mangueira é responsável pela formação de quatro atletas da seleção que disputará a final dos Jogos Pan-Americanos de Lima neste sábado (10), às 23h, contra os Estados Unidos.

As pivôs Erika e Clarissa e as alas Raphaella Monteiro e Isabela Ramona passaram pelo Instituto Mangueira do Futuro, da Vila Olímpica da escola de Samba verde e rosa que todos estão acostumados a ver desfilando na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.

"É uma felicidade ver que o trabalho está sendo bem realizado e é um combustível para continuar trabalhando. A Erika fez parte da primeira equipe da Mangueira que disputou uma final de campeonato, em 1997. A Rapha é destaque no Campeonato Nacional adulto (a LBF) e há poucos anos estava em nossas quadras treinando. É 1/3 da seleção. É para ficar muito feliz", comentou Samuel Berlarmino, responsável pelo basquete da Mangueira. O time existe desde 1994.

Clarissa, aos 19 anos, fez parte da primeira equipe adulta da Mangueira a disputar um Campeonato Nacional. Da última vez que a equipe participou do nacional, lá estava Ramona aos 17 anos sendo revelação da competição.

Raphaella Monteiro é uma das grandes apostas na renovação da seleção - Fidel Carrillo / Lima 2019
Raphaella Monteiro é uma das grandes apostas na renovação da seleção
Imagem: Fidel Carrillo / Lima 2019

Elen Rosa, treinadora do Instituto Mangueira do Futuro, foi quem comandou Ramona, Raphaella Monteiro e Clarissa. "Ela participou da formação dessas atletas. A própria Elen foi atleta, estagiária e hoje é técnica."

Samuel explica o que a Mangueira ajudou ainda na parte técnica das atletas da seleção. "O trabalho de fundamentos que o atleta de basquete leva por toda vida, mas principalmente o sentimento de luta. Essas meninas sempre tiveram que matar um leão por dia para ter um lugar ao sol e a garra apresentada dentro de quadra é fruto disso".

Hoje o Instituto Mangueira do Futuro tem 90 atletas no projeto e disputa os campeonatos sub-14, sub-16 e adulto da Liga Super Basketball Do Rio.