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Zico - Sem sorte na seleção

03/05/2010 15h34

Zico, o Pelé branco sem coroa, foi um dos grandes talentos do futebol brasileiro depois do Rei. Habilidoso, com excelente visão de jogo, uma inteligência acima do normal e jogadas espetaculares, Zico era puro encantamento em campo. No entanto, não obteve qualquer título com a seleção, nem continental ou mundial, e ainda ficou marcado por perder um pênalti fundamental, que ajudou a eliminar o Brasil na Copa de 1986, no México, numa partida histórica contra a França.

O mais novo de três irmãos que também se dedicaram ao futebol, Zico era um goleador nato, tendo feito mais de 800 na carreira. É o grande artilheiro da história do Flamengo, clube pelo qual estreou aos 18 anos. Fez 508 gols em 731 jogos com a camisa do time de coração, superando inclusive seu ídolo, Dida.

Quando jovem, Zico esteve a ponto de não poder jogar por ser considerado muito pequeno. Foi submetido a um tratamento especial para aumentar sua força física e estatura, o que obteve com muito sacrifício e horas de treinamento.

Maldito pênalti Em 2000, Zico foi escolhido para a seleção do Flamengo de todos os tempos . Até hoje, ele é o grande ídolo da torcida rubro-negra. Fez 68 gols em 94 partidas pela seleção. No entanto, muitos ainda lembram o pênalti perdido na Copa do México-1986 contra a França (1-1), pelas quartas de final.

Durante a carreira, Zico sofreu uma grave lesão no joelho esquerdo e foi submetido a várias cirurgias. Depois disso, se dedicou à política, assumindo a Secretaria Nacional de Esportes durante o governo de Fernando Collor de Mello. Seu projeto mais conhecido foi a "Lei Zico", que modificou a estrutura do futebol brasileiro, reduzindo o poder dos clubes em relação aos jogadores.

Após se despedir do Flamengo e do futebol brasileiro, em 1989, o "Galinho" voltou a pôr a chuteira nos pés para uma aventura como 'técnico-jogador' pelo Japão. Primeiro, no Sumimoto Metals, e depois, no Kashima Antlers, pelo qual terminou a carreira em uma partida contra o Flamengo.

Voltou ao Brasil para fundar seu próprio clube de futebol, o CFZ Rio de Janeiro, lançou sua biografia e fez parte do corpo técnico da seleção brasileira na Copa do Mundo da França-1998. Jogadores como Raí e Roberto Baggio têm Zico como ídolo.

Depois do Mundial de 2002, foi convidado pela Federação do Japão para comandar a seleção local para a Copa de 2006, na Alemanha. Foi demitido após a inesperada eliminação na primeira fase da Copa, quando o Japão perdeu a vaga nas oitavas de final para a Austrália.

- FICHA TÉCNICA:

Antunes Coimbra, Arthur (Zico) - Brasil - 03/03/1953 (Rio de Janeiro, Brasil)

1,72 m - 72 kg

Posição - Meia-atacante

Clubes - Flamengo (1971-1983), Udinese (ITA/1983-1985), Flamengo (1985-1989), Kashima Antlers (JAp/1990-92)

Partidas pela seleção - 94

Gols pela seleção - 68

Estreia pela seleção - 25/02/1976, Uruguai-Brasil (1-2)

Última partida pela seleção - 21/06/1986, Brasil-França (1-1), França vence nos pênaltis (4-3)

Primeiro gol pela seleção - 25/02/1976, Uruguai-Brasil (1-2)

Últimos gols pela seleção - 30/04/1986, Brasil-Iugoslávia (4-2) 3 gols

Carreira como jogador:

Copa do Mundo - 3 participações (1978, 1982, 1986), 14 jogos, 5 gols

Copa Libertadores - Campeão (1981)

Mundial Interclubes - Campeão (1981)

Campeonato Brasileiro - Tricampeão (1980, 1982, 1983)

Campeonato Carioca - Hexacampeão (1972, 1974, 1978, 1979, 1981, 1986)

Prêmios - Artilheiro do Campeonato Brasileiro (1980, 1982)

Jogador do ano na América do Sul (1977, 1981, 1982)

Carreira como treinador (clubes):

Kashima Antlers (JAP/1993-94), Fenerbahce (TUR/jun 07-jun 08), Bunyodkor (UZB/set 08-dez 08), CSKA Moscou (RUS/jan 09-set 09), Olimpiakos (GRE/ set 09-jan2010)

Carreira como treinador (seleções):

Seleções: Brasil, como adjunto (1998), Japão (de julho de 2002 até a eliminação na primeira fase da Copa de 2006)

Carreira como dirigente:

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