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Sem brasileiros, clubes sul-americanos criam Liga para cobrar Conmebol

Juan Ignacio Mazzoni/EFE
Imagem: Juan Ignacio Mazzoni/EFE

11/01/2016 19h21

Sem a participação de clubes brasileiros, times tradicionais do continente anunciaram nesta segunda-feira (11 de janeiro) em Montevidéu a criação de uma Liga Sul-Americana de Clubes de futebol, exigindo da Conmebol uma fatia maior do bolo dos direitos de televisão.

Os clubes responsáveis pela criação da nova Liga são 15 dos quarenta participantes da edição de 2016 da Copa Libertadores.

São eles: Peñarol, Nacional e River Plate (Uruguai); Boca Juniors, San Lorenzo, Racing e River Plate (Argentina); Universidad de Chile, Colo Colo e Universidad Católica (Chile); Olimpia e Cerro Porteño (Paraguai); Sporting Cristal e Club Melgar (Peru), além da Liga Deportiva Universitaria (Equador).

"O objetivo final é proteger o futebol e, sobretudo, a imagem do futebol sul-americano diante do mundo", afirmou o presidente do San Lorenzo, campeão da Libertadores em 2014, em entrevista coletiva.

Os clubes esperam ganhar voz na tomada de decisões econômicas, através da nomeação de um representante da nova Liga no Comitê Executivo da Conmebol.

"Este grande passo que seu deu hoje vai fazer com que, a curto prazo, possamos sentar à mesa das negociações, tanto dos direitos de transmissão quanto dos patrocinadores", explicou o presidente do Boca Juniors, Daniel Angelici.

Escândalos em série A Conmebol vive um momento dos mais conturbados, em meio ao mega escândalo de corrupção que abala o futebol mundial.

Os dois últimos presidentes da entidade, o paraguaio Juan Ángel Napout e o uruguaio Eugenio Figueredo, foram presos na Suíça, a pedido da justiça americana, assim como o brasileiro José Maria Marin, ex-presidente da CBF, que hoje cumpre prisão domiciliar em Nova York.

Todos foram acusados de receber propina na negociação de direitos de transmissão.

Detido no dia 3 em dezembro, Napout foi extraditado para os Estados Unidos 12 dias depois. Já Figueredo, preso no mesmo hotel de luxo em maio, junto com Marin, na primeira leva de detenções, foi extraditado para o Uruguai, também em dezembro.

O paraguaio Nicolás Leóz, que esteve à frente da entidade de 1986 a 2013, também é investigado pela justiça americana, e cumpre prisão domiciliar.

Entre os presidentes das dez federações nacionais do continente em 2013, ano em que a Conmebol negociou os direitos de transmissão das próximas edições da Copa América, nenhum permaneceu no cargo, e grande parte se encontra atrás das grades ou em prisão domiciliar.

Na última quinta-feira, a sede da Conmebol, em Assunção, no Paraguai, foi revistada, também a pedido da justiça americana. As autoridades buscavam contratos firmados pelos direitos de transmissão e marketing da Libertadores e da Copa América.

O local tinha imunidade diplomática desde 1992, privilégio que foi retirado em junho de 2015, um mês depois da prisão em Zurique de sete altos dirigentes da Fifa, o que deu início ao escândalo.

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