Esporte

Premier League conta dinheiro, Liga Espanhola acumula títulos e prêmios

12/01/2016 15h37

Zurique, Suíça, 12 Jan 2016 (AFP) - A Premier league se gaba de ser o melhor campeonato do mundo, turbinada pelas bilhões de libras em direitos televisivos, mas a cerimônia de entrega da Bola de Ouro, realizada em Zurique na segunda-feira, mostrou mais uma vez que o bicho-papão de títulos e honrarias segue sendo a Liga Espanhola.

O recente contrato assinado pela Premier League garante ao Campeonato Inglês a bagatela de 6,9 bilhões de euros -isso somente no mercado britânico- nos próximos três anos, enquanto os clubes espanhóis aceitaram dividir no mesmo período 2,7 bilhões de euros.

Essa significativa diferença entre os dois campeonatos mais poderosos do planeta supõe um domínio implacável dos clubes da Premier League nos torneios internacionais, com as estrelas do campeonato aproveitando a carona para arrebatar os prêmios individuais.

Se, de fato, a o Campeonato Inglês e seu dinheiro atraem grandes nomes do futebol internacional, seus clubes, porém, não conseguem competir com os espanhóis, que, por consequência, brilham também nas premiações de jogadores.

Desde 2000, na mudança de milênio, 16 temporadas e 64 títulos internacionais foram disputados, contando Liga dos Campeões, Liga Europa, Supercopa europeia e Mundial de Clubes.

- 28 a 8 em títulos internacionais -Neste período, o futebol espanhol conquistou sete Champions (quatro com o Barcelona e três com o Real Madrid), incluindo as duas últimas, enquanto a Premier League venceu três (uma cada para Manchester United, Liverpool e Chelsea).

Na segunda competição europeia, a Liga Europa, os números são mais contundentes, e provam que o futebol espanhol não vive só de Real Madrid e Barcelona: sete títulos para os ibéricos (quatro do Sevilla, dois do Atlético de Madri e um do Valencia), contra apenas dois para os ingleses (Liverpool e Chelsea).

Para aspirar aos troféus da Supercopa e do Mundial de Clubes, é preciso vencer as competições citadas acima, ou seja, a Liga Espanhola segue goleando a Premier League, com nove Supercopas e cinco mundiais, contra duas e um para os ingleses.

A superioridade de Barça e Real, porém, é compreensível, já que a dupla, que monopoliza enorme parte do dinheiro pago pelos direitos televisivos no país ibérico, fatura anualmente fortunas comparáveis aos clubes ingleses.

Segundo o relatório 'Receitas do futebol', do blog Dinheiro em Jogo, o Real foi o time de maior receita em 2014 com 549 milhões de euros, logo à frente do Manchester United (541 milhões). No mesmo período, o Barcelona arrecadou 485 milhões, superior por exemplo aos 435 milhões de receita do Manchester City, segundo clube inglês na lista.

O dilema britânico, porém, fica evidente com o sucesso das equipes do 'segundo escalão' da Espanha, como Atlético de Madri e Sevilla, que, apesar de receitas muito menores, conseguem disputar e erguer troféus continentais, alimentando a superioridade e popularidade da Liga Espanhola no continente e no mundo.

- Inglaterra longe da Bola de Ouro -A grande quantidade de competições vencidas por equipes do Campeonato Espanhol vale aos clubes uma grande projeção internacional, o que expõe ainda mais suas estrelas na mídia. Isso acaba se traduzindo em conquistas a nível individual também.

A cerimônia de entrega da Bola de Ouro, realizada na segunda-feira, só fez explicitar ainda mais a diferença entre ambas as Ligas. Além de Cristiano Ronaldo e Lionel Messi dominarem completamente a premiação, vencendo todas as edições da Bola de Ouro desde 2008 (cinco para o argentino, três para o português, embora tenha ganho a de 2008 quando ainda defendia o Manchester United), outro jogador do Campeonato Espanhol, o brasileiro Neymar, ficou em terceiro lugar na votação de 2015.

O prêmio dado ao melhor treinador do ano no mundo foi entregue a Luis Enrique, do Barcelona, e nenhum representante do futebol inglês disputou a honraria. Nas seis edições em que este prêmio foi entregue, quatro dos seis vencedores e 11 dos 18 finalistas representavam o futebol espanhol, enquanto apenas o lendário Sir Alex Ferguson ficou entre os finalistas pela Premier League.

Na seleção mundial do ano, escolhida por mais de 26.000 jogadores profissionais afiliados ao sindicato FifPro, há quatro integrantes do Barcelona (Messi, Neymar, Dani Alves e Iniesta) e quatro do Real Madrid (Sergio Ramos, Marcelo, Modric e Cristiano Ronaldo).

Somente o brasileiro Thiago Silva (Paris Saint-Germain), o francês Paul Pogba (Juventus) e o alemão Manuel Neuer (Bayern de Munique) entraram de penetra na festa dos gigantes espanhóis.

Nem sinal das estrelas da Premier League.

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