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Liga Sul-Americana de Clubes é 'rebelião justa', afirma dirigente peruano

REUTERS/Lucas Nunez
Imagem: REUTERS/Lucas Nunez

Da AFP

Em Lima (Peru)

13/01/2016 17h14

O diretor do clube peruano Sporting Cristal, Carlos Benavides, classificou como "uma rebelião justa" a criação da Liga Sul-Americana de Clubes de Futebol, que busca exigir respeito e transparência à Conmebol, com objetivo de obter retribuição justa por sua participação em torneios.

"A criação da Liga Sul-Americana de Clubes é uma rebelião justa. Nós fazemos parte de uma comissão. Acredito que é o mais importante. Vamos estar cientes de tudo, porque trabalhamos com transparência", declarou Benavides ao diário esportivo El Bocón.

O dirigente do atual vice-campeão peruano garantiu que o objetivo da entidade é fazer respeitar o valor que os clubes devem receber por terem se classificado à Libertadores.

"A Liga não tem fim político, é uma associação para ter peso na Commebol. O que vamos ver são os procedimentos, os contratos de televisão que foram assinados, que haja transparência e poder ver o tema dos recursos econômicos de cada clube", explicou.

Benavides adiantou que o Sporting Cristial pretende receber 700 mil dólares por cada partida disputada na Libertadores, e não 450 mil, valor estipulado pela Conmebol.

Na segunda-feira, tradicionais clubes da América do Sul que participam da edição 2016 da Copa Libertadores anunciaram em Montevidéu a criação de uma Liga Sul-Americana de Clubes de futebol, exigindo da Conmebol uma fatia maior do bolo dos direitos de televisão.

Os clubes responsáveis pela criação da nova Liga são 15 dos quarenta participantes da edição de 2016 da Copa Libertadores.

São eles: Peñarol, Nacional e River Plate (Uruguai); Boca Juniors, San Lorenzo, Racing e River Plate (Argentina); Universidad de Chile, Colo Colo e Universidad Católica (Chile); Olimpia e Cerro Porteño (Paraguai); Sporting Cristal e Club Melgar (Peru), além da Liga Deportiva Universitaria (Equador).

Os grandes ausentes da lista de integrantes da nova Liga são as equipes brasileiras, que, apesar de serem esperadas, não compareceram à reunião de segunda-feira. Contudo, Juan Pedro Damiani, presidente do Peñarol, afirmou que a iniciativa e o documento conta com o apoio dos brasileiros.

A Conmebol vive um momento dos mais conturbados, em meio ao mega escândalo de corrupção que abala o futebol mundial.

Os dois últimos presidentes da entidade, o paraguaio Juan Ángel Napout e o uruguaio Eugenio Figueredo, foram presos na Suíça, a pedido da justiça americana, assim como o brasileiro José Maria Marin, ex-presidente da CBF, que hoje cumpre prisão domiciliar em Nova York.

Todos foram acusados de receber propina na negociação de direitos de transmissão.

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