Esporte

Príncipe jordaniano denuncia estratégia eleitoral de adversários à presidência da Fifa

11/02/2016 18h03

Genebra, 11 Fev 2016 (AFP) - O príncipe jordaniano Ali Bin Al-Hussein condenou nesta quinta-feira a estratégia de seus principais adversários à presidência da Fifa, que tentam garantir votos com o apoio das confederações, a duas semanas das eleições (26 de fevereiro).

"Não sou um candidato que tenta usar os comitês executivos ou as confederações para influenciar o voto em um sentido", declarou o jordaniano em coletiva de imprensa em Genebra, referindo-se ao suíço Gianni Infantino e o xeque Salman, do Bahrein, os dois principais favoritos da eleição.

"É isso que me diferencia dos outros candidatos... Quando outros candidatos optam por pressionar as regiões e dividir o mundo, eu digo que é um mau negócio", completou.

Derrotado nas eleições à presidência da Fifa em maio de 2015 por Joseph Blatter, o príncipe Ali vem intensificando às críticas contra o processo eleitoral da entidade.

"Há uma grande confusão no processo eleitoral. Ninguém está autorizado a usar sua própria organização com fins eleitorais", afirmou em relação a Infantino, secretário-geral da Uefa que já recebeu o apoio explícito da entidade europeia, enquanto Salman contaria com os votos da Confederação Africana (CAF).

Além de Ali, Infantino e Salman, os outros candidatos à presidência da Fifa são o francês Jerome Champagne e o sul-africano Tokyo Sexwale.

- Questionamento a imparcialidade de Scala -Nesta quinta-feira em Genebra, Ali esteve acompanhado do presidente da Federação da Libéria, Musa Bility, ex-candidato à presidência da Fifa e que expressou dúvidas em relação ao apoio da CAF à candidatura de Salman.

"Posso dizer que a África não votará como o Comitê Executivo (da CAF) já anunciou", declarou Bility, afirmando que para se ter o apoio unânime da confederação, seria necessário que as 54 federações africanas informassem suas intenções de voto.

"Muitos países ainda estão se decidindo", garantiu o liberiano, que classificou a decisão da CAF de apoiar Salman como "uma intimidação ou interferência".

No encontro de jornalistas, tanto Ali como Bility pediram a demissão de Domenico Scala do cargo de presidente da Comissão Eleitoral da Fifa, devido a um conflito de interesses, já que, como Infantino, possuiu a dupla nacionalidade italiana e suíça.

"A imparcialidade de Scala não pode ser duvidada", defendeu nesta quarta-feira em comunicado Andreas Bartel, porta-voz da Comissão Eleitoral.

No fim da coletiva, o príncipe Ali prometeu tornar público se eleito o relatório de Michael Garcia, ex-promotor dos Estados Unidos e responsável pela investigação das atribuições das Copas do Mundo de 2018 e 2020 ao Catar e à Rússia, respectivamente.

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