Esporte

Beckenbauer reitera que Alemanha 'não comprou voto' para Copa-2006

06/03/2016 18h15

Berlim, 6 Mar 2016 (AFP) - Apesar das acusações que pesam sobre ele, Franz Beckenbauer voltou a afirmar que a Alemanha "não comprou votos" para obter a organização da Copa do Mundo de 2016, em entrevista publicado no jornal Bild am Sonntag.

Na sexta-feira, o escritório Freshfields, que fez uma auditoria a pedido da federação alemã (DFB), não encontrou provas de corrupção, mas estabeleceu o pagamento suspeito 6,7 milhões que motivou a investigação foi efatuado por Robert Louis-Dreyfus, ex-CEO da Adidas, falecido em 2009.

De acordo com o Freshfields, o dinheiro caiu na conta de uma empresa do Catar, que, de acordo com a imprensa alemã, estava "sob influência de Mohamed bin Hammam", ex-membro do comitê executivo da Fifa, banido para sempre do futebol em 2011, por corrupção.

Ao ser preguntado se a verba serviu para comprar votos asiáticos na escolha da sede da Copa de 2006, o 'Kaiser' respondeu: "Não, definitivamente, não compramos votos".

"O pagamento serviu para garantir um subsídio da Fifa. Senão, a Copa não teria sido na Alemanha", insistiu o ex-craque, cujo nome foi citado 564 vezes no relatório de 364 páginas do Freshfields.

"Não tenho a menor ideia do que foi feito com o dinheiro no Catar", alegou a lenda viva do futebol alemão, que foi campeão mundial como jogador, em 1974, e como treinador, em 1990, antes de presidir o comitê organizador do Mundial de 2006.

Outro pagamento suspeito caiu numa conta do Catar, depois de ser efetuado por Robert Schwan, ex-assessor de Beckenbauer.

"Não sei de nada, porque Robert cuidava de tudo, e tinha minha total confiança", justificou.

"Pode ser que eu tenha cometido erros, mas a Copa não foi comprada", resumiu.

"Não vou permitir que o trabalho de toda uma vida seja arruinado", completou.

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