Esporte

Atlético anula trio 'MSN', elimina Barça e vai às semis da Champions

13/04/2016 18h10

Madri, 13 Abr 2016 (AFP) - Com impecável atuação tática, na base da garra e da consciência defensiva, o Atlético de Madri anulou o badalado trio 'MSN' e venceu o Barcelona por 2 a 0 no Vicente Calderón, eliminando o atual campeão europeu garantindo presença nas semifinais da Liga dos Campeões.

Na partida de ida, no Camp Nou, o Barça havia vencido por 2 a 1 de virada, graças a dois gols de Luis Suárez, mas os 'colchoneros' foram buscar a classificação com apoio de incondicional de sua fanática torcida.

Os dois gols da vitória do Atlético nesta quarta-feira foram de autoria do francês Antoine Griezmann, que pegou de cabeça um cruzamento na medida de Koke, aos 36 minutos de jogo, e ampliou aos 42 minutos do segundo tempo de pênalti.

Atual campeão espanhol, europeu e do mundo, o Barça e seu trio ofensivo Messi-Suárez-Neymar, tido como imparável, acabou eliminado por sua antítese no futebol, a melhor defesa do planeta, que pertence ao raçudo e taticamente perfeito Atlético de Madri.

Como na ida, quando o Atlético reclamou da expulsão de Fernando Torres, a arbitragem voltou a ser questionada na volta, desta vez pelo Barcelona, que, quando perdia por 2 a 0 e precisava de um gol para levar a partida à prorrogação, teve um claro pênalti não marcado.

Pelo futebol exibido em campo, porém, e apesar dos erros de arbitragem -para os dois lados-, a classificação madrilenha foi justa.

Como era de se esperar, apesar do susto no Camp Nou, onde o Barça não teve boa atuação, mas conseguiu virar a partida e levar a vantagem do empate ao Vicente Calderón, Luis Enrique não mexeu no time e escalou exatamente a mesma equipe, sempre apostando no talento do trio ofensivo, formado por Messi, Suárez e Neymar.

Já Simeone se viu obrigado a mexer na equipe, não podendo contar com Fernando Torres, autor do gol do Atlético na ida, mas que foi expulso. 'El Niño' deu lugar ao belga Yannick Carrasco, que formou dupla de ataque com a estrela do time Antoine Griezmann.

- Garra 'Colchonera' -Com Carrasco, um atacante mais leve e veloz que Torres, Simeone fortaleceu ainda mais a dura marcação na saída de bola do Barcelona, estratégia que já tinha dado resultado no início da partida de ida, no Camp Nou.

Incansáveis na perseguição aos zagueiros, os atacantes do Atlético não permitiram que os jogadores do Barça saíssem tocando a bola com facilidade e a estratégia deu certo no primeiro tempo.

Logo aos 3 minutos, Carrasco roubou a bola na direita e ela sobrou limpa para Juanfran chutar de dentro área, mas sem direção.

No minuto seguinte, Carrasco recebeu na entrada da área e chutou colocado, para defesa segura de Claudio Bravo.

Encurralado e cauteloso, com seu trio 'MSN' sumido em campo, o Barça não conseguiu impor sua velocidade e, quando passava pela primeira linha de defesa do Atlético, se contentava em tocar de lado, com certo receio de atacar e sofrer um contra-ataque.

A garra e vontade dos comandados de Simeone foram recompensadas aos 36 minutos, exatamente da maneira que o técnico argentino havia imaginado.

Jordi Alba tentou sair jogando pela esquerda, não encontrou um companheiro livre e foi obrigado a dar um chutão. A bola acabou nos pés de Koke, que levantou a cabeça e cruzou na medida para Griezmann, livre na área, cabecear com precisão, sem chances para o goleiro Ter Stegen.

- Pênalti e polêmica -Assim como no primeiro jogo, o gol de vantagem fez o Atlético recuar para apostar no contra-ataque. No Camp Nou, na semana passada, a estratégia não dando certo e o Barcelona, com um jogador a mais, aproveitou para transformar uma avalanche ofensiva em dois gols.

Nesta quarta-feira, porém, com 11 contra 11, a defesa armada por Simeone se mostrou impenetrável e, apesar dos 75% de posse de bola do Barça, não chegou a ver o goleiro Oblak fazer uma defesa difícil sequer.

Desesperado e lançado ao ataque, o Barcelona acabou levando o segundo gol num veloz contra-ataque, em jogada do brasileiro Filipe Luís.

Aos 42 minutos, o lateral-esquerdo da seleção roubou a bola em sua própria área, avançou com ela, driblou Gerard Piqué e daria um gol de presente para Griezmann, mas Iniesta apareceu para interceptar o passe com o braço. O craque francês cobrou com perfeição e ampliou a vantagem do Atlético.

Precisando de um gol para levar a partida à prorrogação, o Barça acreditava ter conseguido o lance decisivo a seu favor aos 45, quando Iniesta chutou da entrada da área e Gabi tirou com a mão dentro da área.

O árbitro marcou a irregularidade, mas afirmou que o lance foi fora da área, deixando os jogadores catalães inconformados com a decisão.

Quando a calma foi restabelecida, Messi foi para a cobrança e, com seu chute por cima do gol de Oblak, mandou embora também as esperanças do Barça de se tornar a primeira equipe a conquistar dois títulos seguidos de Liga dos Campeões desde o Milan de 1989 e 1990.

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