Esporte

Jogos do Rio estão blindados da crise, afirma diretor geral do Comitê Organizador

25/04/2016 12h43

Rio de Janeiro, 25 Abr 2016 (AFP) - Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro não serão afetados pela crise que pode antecipar a saída do poder da presidente Dilma Rousseff, afirmou Leonardo Gryner, diretor geral do Comitê Organizador.

"Os Jogos não podem estar sujeitos ao humor da política", declarou o número 2 da organização dos Jogos em entrevista à AFP, a pouco mais de 100 dias da inauguração do evento, que está com 98% das obras finalizadas.

- Como a crise política afeta a organização dos Jogos?

"Afeta muito pouco, porque os governos (federal e municipal), até mesmo antes da crise, tomaram a decisão de blindar os Jogos. O mundo político entende que é um compromisso de Estado, da nação brasileira, independente de quem está no poder".

- Dilma chegou a contactar o Comitê para falar da crise?

"No auge da crise, Dilma esteve aqui, inaugurando o parque aquático e participando de reuniões".

- E o vice-presidente Michel Temer, que assumirá o poder em caso de afastamento de Dilma, contactou o Comitê?

"O vice-presidente Temer nos ligou. Quando o Rio foi escolhido sede em 2009, Lula era presidente e sabíamos que vinham eleições e poderia governar outro partida, mas estava claro que era um compromisso do país".

- Existe a preocupação de que as obras olímpicas podem estar manchadas pelo escândalo na Petrobras?

"Zero preocupação (...) Temos muito cuidado com todos os nossos contratos, as empresas que entram aqui são analisadas. Em relação a obras que são de responsabilidade de outros entes, não podemos chegar e ver esses contratos, ver como foram contratados. O importante é que cumpram a lei 8666 (de licitações)".

- Os Jogos gozam de apoio popular?

"Realizamos pesquisas regulares, o nível de aprovação em todo o país é de cerca de 68%, o que é muito bom. É devido ao trabalho que estamos fazendo, com transparência, as pessoas sentem que as coisas estão sendo feita de maneira responsável, dentro do orçamento, as obras dentro do cronograma. E também as obras dos Jogos foram sendo entregues com o passar do tempo".

- Como anda a organização dos Jogos Olímpicos, em termos de porcentagem?

"Estamos a 90% hoje, é uma média levando em consideração o que é construção e fase operacional. A construção está mais adiantada, cerca de 98%. A fase operacional está na reta final. Estamos dentro do prazo".

- Como anda a venda de ingressos?

"Nossa expectativa era de ter vendido em torno de 60%, estamos com um pouco menos de 2% acima do esperado. Há vários contratos que estão terminando, vendas internacionais que vamos recebendo, nessas datas vai aumentar. Com o sorteio do futebol, a venda crescerá também, com certeza. Todas as finais foram vendidas".

- O Velódromo é a única obra atrasada?

"Em 31 de maio vamos ter as obras civis terminadas e então iniciaremos os acabamentos, as lojas, as tendas para os ciclistas. O segundo mais atrasado seria o estádio olímpico, mas não representa nenhum risco para o cronograma, vamos ter o teste agora em maio. Estão instalando a pista agora e depois precisa ser homologada pela federação internacional".

- O que foi feito para frear o despejo de esgoto na área de competição da vela na Baía de Guanabara?

"Foi criado um cinturão que foi construído na Marina da Glória para para o despejo de águas residuais em tempo seco. Não haverá águas residuais na área de competição".

- As instalações olímpicas estão sendo fumigadas para prevenir a transmissão de zika?

"Fumigamos todas as áreas instaladas devido às pessoas que estão trabalhando lá e durante os Jogos, que serão realizados na época seca, quando a incidência de todas as doenças causadas por mosquitos -dengue, zika, chikungunya- é próxima a zero, vamos manter as medidas de proteção, vamos fumigar. O COI está dando continuidade às medidas e até agora nenhuma delegação recomendou aos atletas não vir ao Rio".

- Com os atentados na França e na Bélgica, muda o plano de segurança dos Jogos?

"Não aumenta a proteção, o que aumenta é o número de ações de segurança para prevenir. Não há nada mais a fazer localmente, não podemos colocar um vidro blindado num estádio. Há limites para proteger fisicamente. O que se aumenta é o nível de inteligência e se aumentou em função do crescimento do nível de risco, que subiu no mundo todo".

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