Esporte

Blatter não irá ao Rio para os 100 anos de Havelange

Da AFP

Em Lausana (Suíça)

26/04/2016 16h47

O ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter não viajará ao Rio de Janeiro para participar da comemoração do aniversário de cem anos do predecessor, o brasileiro João Havelange, que completa um século de vida no dia 8 de maio, anunciou o dirigente à AFP nesta terça-feira.

"Não estarei no Rio para os 100 anos de João Havelange. Walter Gagg estará lá para representar a Fifa", explicou Blatter por e-mail.

Ex-jogador suíço, Walter Gagg trabalha na Fifa desde 1982 e teve uma longa colaboração com Havelange, que presidiu a entidade de 1974 a 1998.

"Eu serei o único representante da Fifa", confirmou Gagg à AFP, ressaltando que recebeu do novo presidente da organização, Gianni Infantino, eleito em fevereiro, "a missão de participar das comemorações do aniversário do ex-presidente João Havelange".

"O presidente Infantino e muitos outros dirigentes estarão no México para o congresso da Fifa", justificou.

Ex-assistente do brasileiro, Marie-Madeleine Urlacher também marcará presença na festa de aniversário.

Blatter, que hoje está suspenso por seis anos de toda atividade ligada ao futebol, foi contratado por Havelange em 1975, como diretor de desenvolvimento.

Hoje com 80 anos, o suíço sucedeu ao brasileiro em 1998 e permaneceu no cargo até o ano passado, quando colocou o mandato à disposição, poucos dias depois do mega escândalo de corrupção que abalou a Fifa.

Havelange também enfrentou suspeitas de corrupção. O cartola teve seu nome ligado ao caso ISL, um empresa de marketing esportivo que foi à falência, em meio a acusações de que teria pago propina a Havelange e ao ex-genro, Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF.

Teixeira faz parte dos dirigentes indiciados pela justiça americana pelo escândalo de corrupção da Fifa, assim como seu sucessor, José Maria Marin, que cumpre prisão domiciliar em Nova York, e o presidente atual, Marco Polo Del Nero.

Havelange chegou a ser membro do Comitê Olímpico Internacional, mas renunciou ao cargo em 2011, por conta do envolvimento no caso ISL. O dirigente brasileiro desempenhou um papel importante na candidatura do Rio de Janeiro para sediar os Jogos de 2016.

De acordo com uma fonte do COI, em outubro de 2009, em Copenhague, quando a Cidade Maravilhosa foi escolhida para receber o evento, Havelange tinha indagado os dirigentes presentes: "convido vocês para festejar meus cem anos no Rio em 2016".

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