Esporte

Murray festeja aniversário com vitória sobre Djoko e título em Roma

15/05/2016 15h50

Roma, 15 Mai 2016 (AFP) - No dia em que completou 29 anos, o escocês Andy Murray ganhou um presente de aniversário e tanto: derrotou seu maior rival, o número um do mundo, Novak Djokovic, e levantou pela primeira vez o troféu do Masters 1000 de Roma.

Com a grande campanha no Foro Itálico, o britânico recupera a vice-liderança do ranking da ATP, perdida na última segunda-feira para o suíço Roger Federer. Foi o 37º título da sua carreira, o 12º em torneios dessa categoria.

"Alguns dos melhores tenistas do mundo ganharam aqui em Roma, e estou muito orgulhoso por ter meu nome nesse troféu", vibrou o aniversariante.

Murray conseguiu a revanche da final do Masters 1000 de Madri, que perdeu para Djoko na semana passada por 6-2, 3-6 e 6-3, impedindo que o sérvio ganhasse o torneio pela terceira vez seguida e repetisse a histórica "dobradinha" de 2011.

O escocês não derrotava o líder do ranking há quatro jogos, desde a final do Masters 1000 de Montreal, em agosto do ano passado. O britânico nasceu uma semana antes de Djoko, seu rival desde a adolescência, que continua levando a melhor com muita folga no confronto direto (23 vitórias a 9).

Logo depois de receber o troféu, Murray recebeu um bolo de aniversário e assoprou uma vela. Seu desejo deve ter sido o título de Roland Garros, Grand Slam que começa daqui a uma semana, o qual nem ele nem Djokovic conquistaram ainda.

"Cada vez que você vence o melhor do mundo, é uma grande vitória. É uma ótima forma de preparar Roland Garros, já que joguei bem até mesmo nas partidas que perdi (contra Nadal, em Monte Carlo, e Djoko, em Madri)", analisou Murray.

- Chuva e polêmica -Neste domingo, o desgaste físico acabou pesando para o sérvio, que precisou de três horas para vencer uma batalha acirrada contra o japonês Kei Nishikori na semifinal de sábado, enquanto Murray jogou mais cedo e permaneceu apenas 59 minutos em quadra para despachar o azarão francês Lucas Pouille.

Nas quartas, Djoko também tinha jogado 2h30 para eliminar ninguém menos do que Rafael Nadal, nove vezes campeão de Roland Garros.

"Eu sei que Novak não jogou seu melhor tênis, mas eu tive uma semana incrível. Eu já tinha sacado muito bem em Madri. Isso me dá muita confiança para o futuro", afirmou Murray, que anunciou, no início da semana, o fim da parceria com a ex-tenista francesa Amélie Mauresmo, embora tenha admitido que progrediu muito no saibro com os conselhos da treinadora.

"Andy está de parabéns. Ele foi forte demais para mim. Mesmo assim, sempre me sinto em casa em Roma e voltarei aqui no ano que vem", disse o número um do mundo, em italiano.

De fato, o escocês foi mais agressivo, mostrando muita firmeza no saque e uma grande variedade de golpes, com festival de deixadinhas e de conclusões na rede para deixar o adversário desnorteado.

O escocês colocou pressão sobre Djoko desde o início, com três chances de quebra logo no primeiro game de serviço do sérvio. Djoko conseguiu salvar todas, mas acabou cedendo no quarto game (3-1).

Murray, que venceu 16 dos seus primeiros 19 pontos no saque, conseguiu administrar a vantagem sem problemas e fechou o set em 46 minutos, com uma linda deixadinha de backhand.

Um chuva fina começou a cair no segundo set, com vários torcedores abrindo os guarda-chuvas, e Djoko começou a perder a cabeça, pedindo várias vezes para que o árbitro interrompesse a partida.

"Não quero mais jogar. Meu amigo, já faz mais de uma hora que a chuva está caindo. Você não acha que as linhas estão ficando escorregadias Alguém vai se machucar", reclamou o líder do ranking.

O sérvio atirou a raquete no saibro de raiva no quinto game, quando Murray conseguiu sua primeira quebra do segundo set. O escocês conseguiu outra no sétimo e garantiu o título no primeiro "match point", ao buscar uma bola que parecia perdida para acertar uma passada sensacional de esquerda.

- Serena é tetra -No feminino, a líder do ranking não vacilou. Em um torneio marcado por muitas zebras, com cabeças de chave caindo como moscas logo nas primeiras rodadas, Serena Williams fez valer o favoritismo diante da compatriota Madison Keys (24ª), que superou por 7-6 (7-5) e 6-3.

A americana conquistou o tetracampeonato no Foro Itálico, onde já triunfou em 2002, 2013 e 2014 e acabou com um demorado jejum de quase nove meses sem levantar um troféu, desde o torneio de Cincinnati, em agosto do ano passado.

"É fantástico voltar a ganhar. Na verdade, o jejum não foi tão incômodo assim, porque joguei apenas quatro torneios desde esse último título. Não é como se tivesse jogado todas as semanas", justificou a veterana, de 34 anos, que interrompeu a temporada 2015 já no meio de setembro, depois da desilusão da derrota para a italiana Roberta Vinci na semifinal do US Open.

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