Esporte

Brasileiros pegam franceses na estreia em Roland Garros

20/05/2016 14h42

Paris, 20 Mai 2016 (AFP) - O sorteio de Roland Garros não foi nada favorável aos brasileiros: além de estrear contra cabeças de chave, Thomaz Bellucci, 39º do ranking, e Rogério Dutra Silva (88º), terão lidar com a torcida contrária, diante dos franceses Richard Gasquet (N.9) e Gilles Simon (N.16), respectivamente.

No feminino, Teliana Pereira (81ª) deve ter uma estreia mais tranquila, contra a tcheca Kristyna Pliskova (175ª), mas as coisas devem se complicar na segunda rodada, já ficou no caminho da número um do mundo Serena Williams.

Número um do Brasil, Bellucci não vem fazendo uma boa temporada, com apenas oito vitórias em 14 partidas. A única boa campanha foi no Masters 1000 de Roma, quando chegou às oitavas de final e deu trabalho ao líder do ranking, o sérvio Novak Djokovic.

Se avançar à segunda rodada, enfrentará o vencedor do duelo 100% americano entre Sam Querrey (37º) e Bjorn Fratangello (104º).

Já Rogerinho também pode pegar o vencedor de um confronto entre compatriotas, os argentinos Diego Schwartzman (65º) e Guido Pella (54º).

Entre os favoritos, a expectativa é de uma semifinal entre Djokovic e o espanhol Rafael Nadal, número 5 do mundo, que busca seu décimo título na competição.

Com a desistência do suíço Roger Federer (3º), Nadal herdou a quarta cabeça de chave, atrás do atual campeão Stanislas Wawrinka (N.3), que ficou no caminho do britânico Andy Murray (N.2).

Djoko tenta aliviar a pressãoNo ano passado, Djoko derrotou Nadal na semi, mas perdeu a oportunidade de levantar o troféu pela primeira vez ao ser derrotado por Wawrinka na decisão.

"A expectativa é grande, não apenas do meu lado. Como nunca ganhei aqui, as pessoas querem saber se vou conseguir ou não. Mas também tinha sido assim nos anos anteriores. Não é a primeira vez que me vejo diante desse tipo de pressão", afirmou o sérvio, que enfrenta na estreia em Paris o taiwanês Yen-Hsun Lu, centésimo colocado do ranking.

"Mesmo se eu nunca ganhar aqui, estarei satisfeito com tudo que conquistei na minha carreira. Não devo estar obcecado por esse torneio ou por outro", completou o número um do mundo, que já soma 11 títulos em Grand Slams e tem como outro grande objetivo do ano a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.

Já Nadal terá pela frente um tenista com saque de chumbo, o australiano Sam Groth (95º). Aos 29 anos, o espanhol quer reconquistar a coroa de 'Rei do saibro', depois de resultados decepcionantes nos últimos meses.

"Não me sinto velho. É verdade que já estou no circuito há muitos anos, mas me sinto jovem tanto mentalmente quanto fisicamente", declarou o espanhol, quando questionado se sente desgaste com o passar dos anos.

Nesta temporada, Nadal chegou a ter alguns bons resultados no saibro, com os títulos em Monte Carlo e Barcelona, mas vem de duas derrotas em semifinais, nos Masters 1000 de Madri (para Djokovic) e Roma (para Murray).

"Esse ano, eu sempre fiz o dever de caso, não como no ano passado, quando perdi para quem não deveria. Perdi jogos no saibro neste ano, mas foi para rivais para os quais podia perder e lutei até o fim pela vitória", justificou.

A incógnita SerenaComo Nadal, a americana Serena Williams também precisa reencontrar a supremacia.

Desde o trauma da eliminação na semi do US Open, em setembro, quando perdeu a oportunidade de ganhar os quatro Grand Slams do ano passado, a número um do mundo disputou apenas quatro torneios e amargou o vice-campeonato no Aberto da Austrália, em janeiro.

Serena só ganhou o primeiro título da temporada no último domingo, quando se sagrou tetracampeã em Roma, encerrando um jejum de quase nove meses sem levantar um troféu, desde o torneio de Cincinnati, em agosto do ano passado.

"Quatro torneios e três finais não seria mal para qualquer tenista, mas não sou uma tenista qualquer", reconheceu a veterana de 34 anos, que terá a oportunidade de igualar o recorde de títulos em Grand Slams da alemã Steffi Graf (22).

"Há cinco ou dez anos eu estaria sentindo muita pressão por ter que defender meu título, mas hoje estou totalmente relaxada, curtindo a via e estou feliz de estar aqui", afirmou a tricampeã de Roland Garros (2002, 2013 e 2015), que faz sua estreia contra a eslovaca Magdalena Rybarikova (76ª).

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