Esporte

Barça vence final épica da Copa do Rei e garante 'doblete'

22/05/2016 20h00

Madri, 22 Mai 2016 (AFP) - Com um a menos por quase uma hora e sem Suárez desde o início do segundo tempo, o Barcelona superou todas as adversidades para garantir o "doblete", ao conquistar a Copa do Rei, com vitória por 2 a 0 na prorrogação sobre o Sevilla, na final deste domingo, no estádio Vicente Calderón.

O lateral Jordi Alba abriu o placar com sete minutos de bola rolando no tempo extra, após receber um grande lançamento de Messi, que também deu assistência para Neymar sacramentar a vitória catalã nos acréscimos.

O atacante brasileiro foi determinante: além de marcar o segundo gol, provocou a expulsão que deixou o Barça novamente em igualdade numérica. Os cartões vermelhos recebidos por dois argentinos mudaram os rumos dessa final épica.

Javier Mascherano abandonou o campo aos 35 minutos de jogo, deixando os catalães em inferioridade numérica até os acréscimos do segundo tempo, quando Ever Banega também foi expulso, por derrubar Neymar perto da área.

"Foi uma bela final, com muita emoção. Era o último esforço necessário para encerrar com nota positiva essa temporada maravilhosa. Todas as finais costumam ser sofridas, mas foi um ótimo jogo da parte de ambas as equipes", comentou o capitão do time catalão, Andres Iniesta.

Time mais vitorioso da competição, o Barça ampliou ainda mais seu recorde ao levantar o troféu pela 28ª vez, contra 23 do Athletic Bilbao e 19 do arquirrival Real Madrid, uma semana depois de conquistar o bicampeonato espanhol na última rodada.

Os comandados de Luis Enrique não conseguiram repetir a tríplice coroa da temporada passada, por causa da eliminação pelo Atlético de Madri nas semifinais da Liga dos Campeões, mas tiveram o mérito de defender os dois título nacionais.

Já o Sevilla perdeu a oportunidade de erguer duas taças em uma semana, depois de conquistar o tricampeonato na Liga Europa, com vitória de virada por 3 a 1 sobre o Liverpool na decisão.

- Hino espanhol vaiado -

Como era de se esperar, a torcida catalã vaiou o hino espanhol, apesar do sistema de som do estádio estar no volume máximo para tentar evitar o constrangimento na presença do Rei Felipe VI.

As "Esteladas", como são chamadas as bandeiras separatistas, foram exibidas em massa no estádio Vicente Calderón, depois do imbróglio político-jurídico que viu o símbolo ser proibido e, em seguida, liberado depois de recurso.

Enquanto isso, a torcida do Sevilla respondia ao mostrar bandeiras espanholas, depois de expor o orgulho regional com um lindo bandeirão representando os Reis Magos, com a menção "Reis do Sul".

Fiel ao seu estilo característico, o Barça começou pressionando e monopolizando a posse de bola, mas encontrava poucos espaços na compactada defesa do Sevilla.

Quando conseguiu, foi graças à genialidade de seus talentos individuais. Aos 7 minutos de jogo, Iniesta deu um lançamento primoroso de "cavadinha" e encontrou Suárez livre na área. O uruguaio encheu o pé, mas finalizou para fora.

O time andaluz reagiu aos 16, em grande jogada de Vitolo. O atacante arrancou pela direita e cruzou com perigo. Coke não conseguiu finalizar, mas Escudero pegou a sobra e obrigou o goleiro Ter Stegen a fazer uma defesa dificílima, no puro reflexo.

O Sevilla começou a crescer na partida, anulando os ataques do Barça e chegando com tudo nos contragolpes.

Foi em uma dessas transições rápidas que aconteceu o lance que poderia ter sido fatal ao Barça. Aos 35, Gameiro escapou sozinho pelo meio e foi derrubado perto da área por Mascherano, que puxou o francês pela camisa. O argentino levou o cartão vermelho direto, por estar na posição de último defensor.

Na cobrança de falta, o também argentino Ever Banega só não abriu o placar porque Ter Stegen voou para tirar a bola que tinha endereço certo no ângulo direito.

Apesar da inferioridade numérica, o Barça não desistiu de atacar, com Neymar infernizando a defesa com seus dribles. Nos acréscimos da primeira etapa, o brasileiro fez fila dentro da área e rolou para Messi, que chutou por cima.

- Bombardeio andaluz -

Por conta da expulsão de Mascherano, Luis Enrique precisou mexer no intervalo, tirando o meia Rakitic, que defendeu o Sevilla de 2011 a 2014, para a entrada do zagueiro francês Mathieu.

Esse reforço defensivo não impediu o Sevilla de criar uma chance clara logo no início do segundo tempo. Melhor homem em campo, Banega encontrou espaço para arriscar da entrada da área e soltou uma bomba que explodiu na trave.

O time catalão sofreu mais um grande baque aos 12, quando Suárez, artilheiro da Liga Espanhola com 40 gols marcados, sentiu a coxa e foi substituído pelo brasileiro Rafinha.

Dependendo da gravidade do quadro, pode até desfalcar a seleção uruguaia na Copa América do Centenário, sua primeira competição oficial com a 'Celeste' desde a suspensão pela mordida no italiano Chiellini durante a Copa do Mundo no Brasil.

A saída do camisa 9 deu um ânimo ainda maior ao Sevilla, que abriu mão da postura defensiva e iniciou um verdadeiro bombardeio à meta de Ter Stegen. O goleiro alemão salvou o Barça mais uma vez aos 27, ao espalmar um cruzamento venenoso de Escudero.

O técnico Unai Emery tentou o tudo ou nada aos 34, ao tirar o lateral brasileiro Mariano para a entrada do atacante ucraniano Evgen Konoplyanka.

Sem soluções diante do domínio andaluz, Neymar se atirou várias vezes para tentar cavar faltas e acabou sendo punido com cartão amarelo, depois de reclamar da arbitragem.

Nos acréscimos, porém, o brasileiro realmente foi derrubado por Banega e o argentino levou vermelho direto, em lance parecido com aquele que resultou na expulsão de Mascherano.

Messi foi para a cobrança, na entrada da área, e obrigou o goleiro Rico a se esticar todo para espalmar.

- Neymar fecha com chave de ouro -

No dez contra dez, o Barça voltou a dominar a partida, e Alba levou a torcida catalã ao delírio aos 7 minutos do primeiro tempo da prorrogação, ao tocar na saída do goleiro após receber um grande lançamento de Messi.

Os catalães ainda tiveram duas oportunidades de matar o jogo, mas Rico fez duas defesas milagrosas em dois minutos, em cabeceio de Piqué, aos 13, e em um petardo de fora da área de Daniel Alves, aos 14.

O segundo gol acabou saindo nos acréscimos, dos pés de Neymar, que recebeu outro passe preciso de Messi e venceu o duelo cara a cara com o goleiro.

O capitão da seleção brasileira encerrou sua temporada no Barça com chave de ouro, como no ano passado, quando anotou o último gol da vitória por 3 a 1 sobre a Juventus na final da Liga dos Campeões.

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