Esporte

Empresa britânica é acusada de fraude na venda de entradas para Olimpíada

01/06/2016 22h29

Rio de Janeiro, 2 Jun 2016 (AFP) - A empresa britânica THG Sports, cujo presidente foi acusado de vender entradas ilegalmente para a Copa do Mundo, responde agora a um processo na justiça brasileira por comercializar ingressos para os Jogos Olímpicos do Rio, que acontecerão em agosto.

A denúncia foi feita à justiça de São Paulo pela empresa brasileira Cosan Lubrificantes, do Grupo Cosan, que comprou da THG 200 pacotes VIP para a Olimpíada. A companhia britânica não faz parte das empresas autorizadas pelo comitê organizador do evento para vender ingressos, segundo o jornal Folha de São Paulo.

A Cosan pede que a THG devolva os 352.174 reais gastos com os pacotes, além de uma indenização por danos morais, ainda de acordo com o jornal.

Estes pacotes, chamados "hospitality", que são vendidos a empresas durante eventos esportivos e oferecem serviços e comodidades, "continham entradas para os Jogos", afirmou à AFP um porta-voz da Cosan.

A Cosan entrou em contato com o comitê organizador do Rio-2016 e descobriu que a THG Sports não está autorizada a vender ou revender ingressos para o evento, que acontecerá entre os dias 5 e 21 de agosto.

Procurada, a THG Sports, sediada em Londres, não respondeu às perguntas da AFP.

"A THG Sports apresentou sua candidatura para a venda de entradas para os Jogos Olímpicos, mas não foi aceita", disse à AFP Donovan Ferrete, diretor de venda de entradas do Rio-2016.

"Segundo a ação da Cosan, é muito provável que a THG tenha revendido os ingressos de forma indevida", acrescentou.

Até a tarde de terça-feira, a THG oferecia esses pacotes na sua página na internet, embora sem incluir especificamente as entradas para os locais da competição entre os serviços oferecidos.

O presidente da THG Sports, James Sinton, foi preso em junho de 2014 em um hotel no Rio, acusado de revender ilegalmente entradas para a Copa do Mundo de futebol através desses pacotes VIP. Na ocasião, o empresário pagou uma multa e deixou o país rapidamente.

"Criamos há um ano um grupo de contato com a polícia para proibir as páginas web que revendem entradas", afirmou Ferrete. "A polícia está investigando pessoas físicas e jurídicas", acrescentou o diretor.

"Dez pessoas que há um mês revendiam entradas nas redes sociais foram acusadas", concluiu.

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