Esporte

Argentina estreia na Copa América com revanche e dúvida sobre Messi

05/06/2016 18h40

Santa Clara, Estados Unidos, 5 Jun 2016 (AFP) - Argentina e Chile estreiam na Copa América do Centenário com a reedição na final do ano passado, nesta segunda-feira, em Santa Clara, com os 'Hermanos' sedentos por revanche apesar das incertezas sobre a presença ou não do craque Lionel Messi.

No ano passado, no estádio Nacional de Santiago, a 'Roja' consagrou a melhor geração da sua história ao conquistar seu primeiro título continental em casa, com vitória nos pênaltis, depois do empate sem gols no tempo normal e na prorrogação.

Messi e companhia amargaram o segundo vice-campeonato em menos de um ano, depois de perder para a Alemanha na prorrogação (1-0) da final da Copa do Mundo no Brasil, e a seleção argentina não conquista um título há longos 23 anos, desde a Copa América de 1993, no Equador.

"A final foi ano passado, o Chile ganhou nos pênaltis e já é história. Nem outra final contra eles seria uma revanche", opinou neste domingo o técnico Gerardo 'Tata' Martino.

Na verdade, a Argentina já conseguiu dar o troco nos chilenos em março, pelas eliminatórias do Mundial-2018, com vitória por 2 a 1 no mesmo estádio da decisão de 2015.

O palco do duelo de segunda-feira é o Levi?s Stadium de Santa Clara, moderna arena de 85.000 lugares inaugurada em 2014, que recebeu o jogo de abertura na sexta-feira (vitória por 2 a 0 da Colômbia sobre os Estados Unidos) e o Superbowl 50, a finalíssima do futebol americano, em fevereiro.

Messi é dúvida para a partida por conta de uma forte pancada nas costelas sofrido em amistoso contra o Honduras (1-0), na semana passada.

O camisa 10 também precisou lidar com problemas extra-campo. Intimado a depor no julgamento por fraude fiscal em Barcelona, na quinta-feira, só chegou aos Estados Unidos na sexta, e desde então só treinou separado do grupo.

"Ele está bem, deixou para trás tudo que tinha que resolver e agora está totalmente focado no resto", afirmou Martino, que manteve o mistério sobre a escalação do jogador.

"Vamos esperar até o último treinamento para tomar a decisão. Se ele se sentir em condições, vai jogar. Também depende dele, há questões dor, incômodo que só o jogador pode saber", explicou.

Se o craque ficar fora contra os chilenos, o treinador já deixou claro que quem jogará em seu ligar será Nicolás Gaitán, do Benfica. "É o substituto ideal. Nico tem que jogar como ele. É um jogador muito completo", elogiou.

- Chile em má fase -Mesmo sem o cinco vezes melhor do mundo, a Argentina tem talentos de sobra lá na frente, com atacantes do quilate de Sergio Aguero ou Gonzalo Higuaín, maior artilheiro da história em uma única temporada do 'Calcio', com 36 gols marcados com o Napoli.

No meio de campo, o volante Lucas Biglia, da Lazio, que está lesionado, deve dar lugar a Augusto Fernández, do Atlético de Madri.

Companheiro de clube de Messi no Barça, o goleiro do Chile, Claudio Bravo, garantiu que não pretende mudar o estilo de jogo em função da presença ou não do craque.

"Se depender de mim, prefiro que jogue, porque deixa o jogo mais interessante", afirmou Bravo, que prevê um duelo "muito parelho" com os 'Hermanos'.

"Conhecendo ele, com certeza vai querer estar em campo, ainda mais na estreia da competição", completou.

Na hora de defender o título continental, o Chile não anda muito bem das pernas. Sofreu três derrotas nas últimas quatro partidas, a última delas para a modesta seleção da Jamaica (2-1), no dia 27 de maio, em Viña Del Mar.

Mais cedo, em Orlando, o Panamá, que vem de uma derrota 2 a 0 para a seleção brasileira em amistoso, disputará a primeira partida da sua história na Copa América contra a Bolívia, em duelo entre os dois times que devem ser meros coadjuvantes do grupo D.

-Partidas de segunda-feira, pelo grupo D da Copa América do Centenário:

Em Orlando (19h00 locais, 20h00 de Brasília): Panamá - Bolívia

Em Santa Clara (19h00 locais, 23h00 de Brasília): Argentina - Chile.

Prováveis escalações:

Chile: Claudio Bravo - Mauricio Isla, Gary Medel, Enzo Roco o Gonzalo Jara y Eugenio Mena - Marcelo Díaz, Charles Aránguiz e Arturo Vidal - Alexis Sánchez, Mauricio Pinilla e Eduardo Vargas ou Fabián Orellana. T Juan Antonio Pizzi

Argentina: Sergio Romero - Gabriel Mercado, Nicolás Otamendi, Ramiro Funes Mori, Marcos Rojo - Augusto Fernández, Javier Mascherano - Lionel Messi o Nicolás Gaitán, Ever Banega, Angel Di María - Gonzalo Higuaín. T Gerardo Martino.

Panamá: Jaime Penedo - Adolfo Machado, Felipe Baloy, Harold Cummings, Roderick Miller - Armando Cooper, Gabriel Gómez, Aníbal Godoy, Alberto Quintero - Blas Pérez e Gabriel Torres. T: Hernán Gómez.

Bolívia: Carlos Lampe - Ronald Eguino, Nelson Cabrera, Luis Gutiérrez - Diego Bejarano, Walter Veizaga, Pedro Azogue, Marvin Bejarano - Martin Smedberg, Juan Carlos Arce - Yamani Duk. T: Julio César Valdivieso.

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