Esporte

Djoko rompe sina de Roland Garros e completa coleção de Grand Slams

05/06/2016 14h11

Paris, 5 Jun 2016 (AFP) - Depois de amargar três vice-campeonatos, o sérvio Novak Djokovic enfim conseguiu triunfar em Roland Garros, o único grande título que faltava na carreira, ao derrotar o escocês Andy Murray de virada por 3-1 na final deste domingo, com parciais de 3-6, 6-1, 6-2 e 6-4.

Muito emocionado depois de tirar um enorme peso nas costas, Djoko cumpriu a promessa e desenhou um coração no saibro da quadra Philippe Chatrier, imitando o gesto de Gustavo Kuerten, quando o brasileiro conquistou o tricampeonato, em 2001.

"Talvez seja o maior momento da minha carreira e o sol sai justamente depois de dez dias de chuva", vibrou o campeão, falando num francês cada vez melhor, para acabar de conquistar a torcida, que, desta vez, estava a favor dele.

"Sinto algo que nunca tinha sentido antes em Roland Garros, sentir o amor do público. Eu desenhei o coração como Guga, que me deu a permissão. meu coração estará sempre com vocês nessa quadra", se emocionou o sérvio, acenando para o brasileiro, que marcou presença na arquibancada.

Com o título parisiense, o número um do mundo venceu os quatro Grand Slams em sequência, feito alcançado apenas pelo lendário Rod Laver na era aberta, quando o australiano ganhou todos no mesmo ano, em 1969.

No caso do 'Djoko Slam', Wimbledon e US Open foram conquistados em 2015 e o Aberto da Austrália em janeiro deste ano. Ele se tornou o 11º da história a completar a 'dobradinha' Melbourne-Paris, o primeiro em 24 anos, desde o americano Jim Courier.

"É o seu dia, é incrível o que você fez, ganhar os quatro em 12 meses. É sempre ruim perder uma final, mas estou orugulhoso por fazer parte desse dia histórico", elogiou Murray.

No total, o sérvio soma 12 títulos em Grand Slams, o mesmo total de Roy Emerson, dois a menos que Nadal e Pete Sampras, cinco atrás do recordista absoluto Roger Federer.

Agora, já está no meio caminho para imitar a temporada perfeita de Laver. O próximo desafio será Wimbledon, que começa daqui a três semanas, mas também existe a possibilidade de fechar o 'Golden Slam', como a alemã Steffi Graf em 1998, se conquistar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em agosto.

Considerando o histórico de Djokovic, o mais difícil já passou. Menos dominador no saibro do que nas outras superfícies (pelo menos até este ano), o líder do ranking precisou esperar a 12ª participação para se consagrar na capital francesa.

O título veio na quarta final, depois de duas derrotas para Rafael Nadal (2012 e 2014) e uma para Stanislas Wawrinka, no ano passado.

- Nervos à flor da pele -Desta vez, a decisão foi contra Murray, seu rival desde a adolescência, que, como ele, acabou de completar 29 anos (o britânico é uma semana mais velho).

No dia do aniversário, o número dois do mundo derrotou justamente o próprio Djoko no último confronto entre os dois, na final do Masters 1000 de Roma.

Neste domingo, o escocês começou muito bem, contra um sérvio com os nervos à flor da pele, que reclamou muito da arbitragem num lance duvidoso no final do primeiro set.

Quando tudo indicava que a final seria muito disputada, os papéis se inverteram depois do primeiro set.

Murray, que disputava sua primeira final em Roland Garros, começou a sentir a pressão e cometeu inúmeros erros. Implacável, Djokovic não perdoou e escreveu uma das páginas mais gloriosas de sua história, depois de três horas de jogo.

Após uma longa espera, o sérvio teve dificuldade para fechar, cedendo uma quebra na primeira vez que sacou pelo campeonato e desperdiçando dois match points, um deles com uma dupla falta, mas conseguiu controlar os nervos e fechar a partida.

Enquanto o adversário fechou o 'Djoko Slam', o escocês já foi vice em todos os quatro torneios. Em 10 finais, perdeu oito e venceu 'apenas' duas, no US Open-2012 e em Wimbledon-2013.

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