Esporte

Federer prega 'tolerância zero' contra Sharapova

09/06/2016 15h40

Estugarda, Alemanha, 9 Jun 2016 (AFP) - Na contramão de muitos que consideram a suspensão de dois anos de Maria Sharapova severa demais, a lenda viva Roger Federer afirmou nesta quinta-feira que concorda com a punição, pregando "tolerância zero" contra o doping.

Flagrada em janeiro por uso de Meldonium, substância que só passou a ser proibida neste ano, a russa não escapou da sanção, enquanto atletas de outras modalidades que estavam na mesma situação foram absolvidos.

Sharapova, de 29 anos, confessou por conta própria o teste positivo, em março, e foi suspensa de forma provisória em seguida, até que o gancho de dois anos foi decretado na quarta-feira. A tenista já afirmou que vai recorrer.

"Ela tem direito de se defender, como, qualquer pessoa, mas eu sou a favor da tolerância zero", disparou Federer nesta quinta-feira, depois da vitória difícil sobre o americano Taylor Fritz (6-4, 5-7, 6-4) no torneio de Stuttgart, na sua volta às quadras depois de um mês afastado por conta de dores na coluna.

Para sua defesa, Sharapova alegou que tomava o medicamento há dez anos sob receita médica, para tratar "um carência em magnésio, arritmia cardíaca e casos de diabetes na família".

A Federação Internacional de Tênis (ITF), porém, considerou que houve "violação do regulamento antidoping" e resolveu suspendê-la por dois anos, sendo que a punição poderia ter sido ainda mais dura (quatro anos) se tivesse sido provado que tomou meldonium com intenção deliberada de melhorar seu desempenho.

O medicamento é usado para o tratamento de diabetes e a prevenção de doenças cardíacas, mas também ajuda a melhorar o desempenho esportivo, por favorecer a circulação do sangue.

"Seja deliberado ou não, não vejo a diferença. Você precisa estar certo a 100% do que toma, conhecer os efeitos e as consequências. Se não for o caso, precisa ser punido", opinou Federer.

"Deveríamos conservar as amostras de sangue durante 10, 15 ou 20 anos", sugeriu o recordista de títulos em Grand Slams (17), que ainda pediu "sanções retroativas".

Novas análises de amostras coletadas no passado já estão sendo feitas a pedido do Comitê Olímpico Internacional (COI), que identificou nas últimas semanas resultados anormais em testes de 52 atletas dos Jogos de Pequim-2008 e Londres-2012.

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