Esporte

França, Alemanha e Espanha dividem favoritismo na Eurocopa

09/06/2016 20h11

Paris, 9 Jun 2016 (AFP) - No dia 10 de julho, depois de um mês e 51 jogos de competição, o capitão da seleção campeã levantará o troféu da Eurocopa. São vários candidatos ao título, a atual bicampeã, Espanha, a campeã mundial, Alemanha, e a anfitriã, França.

A Bélgica corre por fora, junto com Inglaterra e Itália, e a Croácia é uma das principais candidatas a zebra.

. Favoritos-ESPANHA:

A 'Roja' tentará se tornar a primeira seleção a conquistar o torneio três vezes consecutivas, além de se isolar como maior campeã da história, com quatro títulos. Apesar do fracasso na Copa do Mundo no Brasil-2014, a Espanha ainda conta com uma seleção talentosa e seus clubes dominam o cenário europeu. O meio de campo, formado por Iniesta, Busquets, Thiago Alcântara ou David Silva, é um dos melhores do mundo, apesar da ausência dos veteranos Xavi e Xabi Alonso, que de aposentaram da 'Roja'. O ataque ainda é uma incógnita, mas a promessa Morata tem tudo para estourar de vez.

-ALEMANHA:

Ao se consagrar na Copa do Mundo no Brasil, a 'Mannschaft' viu amadurecer o trabalho a longo prazo efetuado pelo técnico Joachim Löw. Em busca do quarto troféu continental, a seleção alemã sofreu um pouco com a ressaca pós-tetracampeonato mundial, mas mantém jogadores de altíssimo nível, como Müller, Kroos, Ozil, Neuer, Hummels, Boateng ou Khedira, apesar da aposentadoria do capitão Philipp Lahm.

-FRANÇA:

'Les Bleus' sabem melhor do que ninguém tirar proveito do fator casa. Nas últimas duas vezes que organizaram um grande torneio, na Euro-1984 e na Copa do Mundo de 1998, foram campeões. A geração atual não conta com craques do quilate de Platini ou Zidane, mas Pogba e Griezmann são promessas que estão chegando à maturidade. O escândalo Benzema perturbou a equipe, assim como os desfalques defensivos. Apesar desses percalços, o técnico Didier Deschamps, capitão da geração de ouro de 1998 e 2000, tem a vivência necessária para levar a França ao título com apoio da torcida.

Correm por fora-BÉLGICA:

Assim como a França, Bélgica foi prejudicada por desfalques de última hora na sua defesa. Kompany e Lombaerts foram cortados e Vermaelen está longe de 100%. Mesmo assim, a geração dourada ainda tem ótimos representantes, com um dos melhores goleiros do mundo (Courtois), um meio de campo de alto nível (Nainggolan, Witsel, Fellaini) e um grande poder de fogo no ataque (De Bruyne, Hazard, Lukaku).

-PORTUGAL:

A simples presença de Cristiano Ronaldo impõe respeito. O problema é que o três vezes melhor do mundo está isolado, apesar da seleção lusa ter revelado novos talentos no meio, como o jovem Renato Sanches, recém-contratado pelo Bayern de Munique.

-INGLATERRA: Embalada com uma campanha irretocável nas eliminatórias, com 100% de aproveitamento em dez partidas, a seleção inglesa atravessa o Canal da Mancha com uma dupla de ataque Vardy-Kane promissora. A nova onda renovou as esperanças do torcedor, mas a fragilidade da defesa preocupa.

-ITÁLIA: Não se pode subestimar uma seleção tetracampeã mundial, embora muitos observadores considerem a geração atual como a pior da história. Na última edição, porém, a 'Nazionale' também chegou desacreditada, mas fez uma grande campanha, eliminando a Alemanha na semifinal e perdendo apenas na decisão para a Espanha (4-0). O meio de campo está muito desfalcado, com as ausências de Marchisio e Verratti, mas a defesa se apresenta sólida, com a base da Juventus pentacampeã italiana (Bonucci, Chiellini, Barzagli e goleiro veterano Gigi Buffon).

. Podem surpreender -CROÁCIA:

"Temos uma das dez melhores seleções da Euro em termos de qualidade técnica", disse o técnico Ante Cacic em entrevista à AFP. De fato, a Croácia volta à França com uma ótima geração, como em 1998, quando chegou às semifinais com craques como Suker. Hoje os destaques são os meias Modric e Rakitic, titulares no Real Madrid e no Barcelona, respectivamente. Lá na frente, a dupla 'italiana' Mandzukic (Juventus)- Kalinic (Fiorentina) também pode causar estrago.

-POLÔNIA:

Além de Lewandowski, artilheiro das eliminatórias com 13 gols em 10 partidas, a seleção polonesa é muito completa, com jogadores experientes e talentosos em todas as posições. O goleiro Szczesny (Roma), o lateral Piszczek (Borussia Dortmund), os volantes Blaszczykowski (Fiorentina) ou Krychowiak e o atacante Milik (Ajax) são coadjuvantes de luxo que podem ajudar o atacante do Bayern a ser um dos grandes protagonistas dessa Euro.

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