Esporte

Eurocopa começa com estádio cheio, apesar das greves

10/06/2016 19h54

Paris, 10 Jun 2016 (AFP) - Apesar das greves e do temor de novos atentados, a Eurocopa-2016 começou nesta sexta-feira à noite, em Paris, em clima de festa, com milhares de torcedores no Stade de France para assistir ao jogo inaugural entre a seleção anfitriã e a Romênia.

Quinze minutos antes da partida, a competição foi precedida de uma cerimônia carregada de elementos culturais da França, com apresentação do renomado DJ David Guetta, autor do hino oficial do evento.

Entre as personalidades presentes ao estádio estavam o presidente da França, Francois Hollande; a prefeita de Paris, Anne Hidalgo; e o presidente interino da UEFA, na ausência de Michel Platini, Ángel María Villar.

A Eurocopa "será uma festa do futebol, mas também festa da odeoa de Europa, que vai muito além das fronteiras", afirmou pouco antes da partida o presidente francês.

As áreas vizinhas ao estádio, localizado no norte de Paris, receberam os torcedores sob fortes medidas de segurança.

As torcidas francesa e romena, cada uma vestindo as cores de sua equipe, chegaram de metrô, que funcionava normalmente, ou de ônibus, e se submeteram sem problemas aos controles de segurança.

Os condutores de trens que ligam Paris ao estádio tinham anunciado para esta sexta-feira uma greve maciça, mas à tarde, o sindicato CGT, um dos impulsionadores dos protestos, negou qualquer intenção de perturbar o acesso do público. A intenção é que "todos os torcedores possam chegar ao estádio", afirmou o secretário-geral da entidade, Philippe Martinez.

Os arredores do estádio recuperaram finalmente a imagem habitual das partidas de futebol, após dias de um clima tenso, marcado por protestos sociais e o temor de novos atentados, com a memória ainda fresca dos ataques de 2015 em Paris.

Na noite de 13 de novembro, um deles teve como alvo justamente as imediações do Stade de France, onde comandos suicidas detonaram os explosivos que levavam consigo durante um amistoso entre França e Alemanha.

As autoridades francesas prometeram tomar medidas drásticas para reduzir o impacto dos protestos, inclusive evocando a possibilidade de uma mobilização forçada de condutores de trens.

O presidente socialista, François Hollande, já havia alertado na quinta-feira que o governo tomaria "todas as medidas necessárias" para garantir o sucesso da Eurocopa-2016.

No entanto, para o presidente do comitê organizador da Eurocopa, Jacques Lambert, "a imagem que está passando não é a que queremos". A greve de trens, o alerta de greve de pilotos da Air France entre 11 e 14 de junho e a greve dos lixeiros já aguaram a festa, insistiu.

Durante a competição, na qual participam 24 seleções, são esperados oito milhões de espectadores, entre eles dois milhões de estrangeiros.

Alheios a estas tensões, grupos de torcedores passeavam pela cidade com bandeiras e camisas de seus países.

Para Daniel Suciu, um romeno de 27 anos, "é um grande dia para nós".

"O terrorismo? Não me dá medo realmente. Vivemos em um mundo perigoso, sei que há perigo, mas estou aqui para torcer pela Romênia, é mais importante", explicou à AFP enquanto se dirigia a uma grande área habilitada para torcedores em Paris.

Greve de lixeiros em ParisA França vive um momento de crise social, que reforça no exterior sua fama de país eternamente em greve. E Paris perdeu um pouco do brilho nos últimos dias devido ao acúmulo de lixo, que só começou a ser recolhido nesta sexta-feira por ordem da prefeita.

"Desde ontem à noite (quinta-feira) conseguimos que 50 caminhões a mais saíssem para recolher normalmente o lixo" e "esta manhã temos mais 30 caminhões em Paris", mas para voltarmos à normalidade, faltam "vários dias", afirmou Anne Hidalgo.

Quem é o favorito?O país mobilizou mais de 90 mil policiais, gendarmes e agentes de segurança.

No sul da França, o centro de Marselha e seu emblemático Vieux-Port (Porto Velho) foram cenário, nesta sexta-feira, de novos distúrbios violentos, com várias dezenas de torcedores de futebol atirando objetos contra forças de ordem, que responderam com bombas de gás lacrimogêneo.

Em campo, as estrelas da Eurocopa-2016 terão que aprender a conviver com esta mobilização importantíssima de forças de ordem.

A Alemanha, como campeã mundial, a França, como anfitriã, e a Espanha, como vencedora das duas últimas edições da Eurocopa, são as favoritas, sem esquecer as seleções de Itália, Portugal com Cristiano Ronaldo, Inglaterra e Bélgica.

A Holanda, que não conseguiu se classificar, é a ausência mais ilustre, além da Grécia, campeã da edição de 2004.

Estarão na competição, no entanto, seleções acostumadas ao segundo plano, como Albânia, Irlanda do Norte, Gales, Islândia e Eslováquia, que estreiam no torneio.

bur-avl/erl/es/js/ma/mvv

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