Esporte

França promete Eurocopa normal, apesar das greves

10/06/2016 12h12

Paris, 10 Jun 2016 (AFP) - Diante das greves, a França prometeu medidas drásticas para garantir a realização normal da Eurocopa-2016 de futebol, que começa nesta sexta-feira com a cerimônia de abertura e a partida entre a anfitriã e a Romênia.

Greve de trens, aviso de greve de pilotos da Air France de 11 a 14 de junho e greve de garis já afetaram a festa, segundo o presidente do comitê organizador da Eurocopa, Jacques Lambert.

"A imagem que está sendo passada não é a que queríamos", lamentou Lambert em declarações à rádio France Inter.

Aos problemas logísticos das greves se soma o medo de atentados, com as lembranças dos ataques registrados em 2015 em Paris ainda muito presentes.

Um deles, na noite de 13 de novembro, ocorreu nos arredores do Stade de France, na periferia norte da capital, onde terroristas suicidas detonaram seus explosivos durante um amistoso entre França e Alemanha. Ali serão realizadas a partida inaugural desta sexta-feira (16h00 de Brasília) e a final no dia 10 de julho, entre outras partidas.

Durante a competição, que conta com a participação de 24 seleções, são esperados oito milhões de espectadores, incluindo dois milhões de estrangeiros.

Alheios a estas tensões, grupos de torcedores começavam a passear pela cidade com as bandeiras e camisas de seus países.

Para Daniel Suciu, um romeno de 27 anos, "é um grande dia para nós".

"O terrorismo? Não me dá realmente medo. Vivemos em um mundo perigoso, sei que há perigo, mas estou aqui para apoiar a Romênia", explicava à AFP enquanto se dirigia a uma grande área de torcedores preparada em Paris.

As autoridades francesas buscam reduzir o impacto dos protestos sindicais contra uma reforma trabalhista promovida pelo governo socialista.

A ministra do Trabalho, Myriam El Khomri, disse estar "disposta a receber imediatamente" Philippe Martinez, líder do sindicato CGT, principal impulsionador das mobilizações, se isso permitisse "levantar todos os bloqueios no país".

Martínez respondeu que pode se reunir com a ministra "inclusive neste fim de semana", mas acrescentou que "não será chantageado com a Eurocopa: a mobilização continua".

O governo prometeu fazer o possível para limitar os danos e evocou a possibilidade de uma mobilização forçada de condutores de trens.

"Garantiremos o transporte" dos 80.000 espectadores que devem acompanhar a partida inaugural, disse o secretário de Estado de Transporte, Alain Vidalies.

Apesar da greve, a companhia nacional ferroviária SNCF previu um sistema especial de ônibus entre Paris e o estádio, situado no subúrbio norte da capital

O presidente socialista François Hollande advertiu na quinta-feira que o governo tomará "todas as medidas necessárias" para garantir o êxito da Eurocopa-2016.

Greve de garis em ParisA França vive um momento de crise social, que reforça no exterior sua reputação de país eternamente em greve. E Paris perdeu um pouco o brilho nas últimas horas devido ao acúmulo de lixo, também causado por uma greve.

A prefeita da capital, Anne Hidalgo, prometeu que a situação se normalizará. Quando? "Agora, já estão recolhendo hoje", declarou à televisão francesa.

"Desde ontem à noite (quinta-feira) conseguimos fazer com que outros 50 caminhões saíssem para recolher normalmente o lixo" e "nesta manhã temos mais 30 caminhões em Paris", mas para um retorno à normalidade são necessários "vários dias", afirmou.

Quem é o favorito?Em um país que convocou mais de 90.000 policiais, gendarmes e agentes de segurança, os craques da Eurocopa precisarão aprender a conviver com esta grande mobilização das forças de ordem. Em terra, os jogadores tentarão, com grandes gols, fazer com que as angústias de fora do campo sejam esquecidas.

A Alemanha, como campeã mundial, a França, como anfitriã, e a Espanha, como vencedora das duas Eurocopas anteriores, se apresentam como favoritas, sem esquecer a Itália, Portugal de Cristiano Ronaldo, Inglaterra e Bélgica.

A Holanda, que não conseguiu a classificação, é a ausência mais ilustre, além da Grécia, campeã da edição de 2004.

Estarão na competição, no entanto, seleções acostumadas a um segundo escalão, como Albânia, Irlanda do Norte, Gales, Islândia e Eslováquia, que estreiam no torneio.

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