Esporte

Barça aceita pagar multa de EUR 5,5 mi por fraude na contratação de Neymar

13/06/2016 18h31

Barcelona, 13 Jun 2016 (AFP) - O Barcelona concordou nesta segunda-feira em pagar uma multa de 5,5 milhões de euros por fraude fiscal na transferência de Neymar, informou o presidente do clube.

"É melhor aceitar esse pacto (com a promotoria) do que continuar com a incerteza que arrastamos há muito tempo com o caso Neymar", justificou o presidente Josep Maria Bartomeu em entrevista coletiva depois de uma reunião com a diretoria.

"Tivemos que aceitar pagar uma multa de 5,5 milhões de euros por conta de um erro de planejamento na contratação do jogador, nos anos fiscais de 2011 e 2013", explicou o dirigente.

Com esse acordo, o clube será julgado como pessoa jurídica, sem a inclusão dos dirigentes no processo, o que livra tanto Bartomeu quanto seu predecessor, Sandro Rosell, de um processo judicial no qual corriam até risco de ser condenados a penas de prisão.

Contratado em 2013, Neymar, hoje com 24 anos, enfrentou uma série de problemas por conta de irregularidades na transferência do Santos ao futebol espanhol.

A diretoria do Barça avaliou o montante da transação em 57, 1 milhões de euros (40 para a família do brasileiro e 17,1 para o Santos), um valor considerado baixo pelo potencial do jovem craque.

A denúncia de um sócio do clube catalão levou a justiça espanhola a investigar o caso e avaliou que o valor real da transferência foi de 83,8 milhões de euros, incluindo vário contratos firmados paralelamente com o Santos.

A promotoria acusou o Barça de fraude fiscal, ao considerar que esse contratos paralelos serviram para sonegar impostos.

Também foi considerado que os 40 milhões de euros que a família de Neymar recebeu fazem parte do salário do jogador e deveriam ser tributados.

De acordo com Bartomeu, o Barcelona poderia ter sido condenado a pagar uma multa muito maior, de até 22 milhões de euros.

Neymar e sua família também estão investigados pela procuradoria por conta de uma denúncia do fundo de investimento DIS, que possuía 40% dos direitos esportivos quando ele jogava pelo Santos e se considera prejudicado pelo modo como ocorreu a transferência.

No dia 7 de junho, a Promotoria da Audiência Nacional em Madri, jurisdição responsável pelos grandes casos econômicos, concordou com o DIS e pediu o julgamento de Neymar e seu pai, Neymar da Silva Santos, acusados de "corrupção nos negócios".

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