Esporte

Técnico dos EUA cobra uso de vídeo após gol de mão contra Brasil

13/06/2016 21h59

Los Angeles, 14 Jun 2016 (AFP) - O técnico da seleção dos Estados Unidos, Jürgen Klinsmann, pediu nesta segunda-feira para que as autoridades do futebol mundial adotem rapidamente o uso do vídeo para auxiliar a arbitragem, depois do gol de mão que eliminou o Brasil no domingo.

"Precisamos da arbitragem com vídeo para decisões importantes, como no jogo de domingo, para poder determinar se houve ou não toque de mão", afirmou o alemão em bate-papo com fãs numa rede social.

A seleção brasileira foi eliminada na primeira fase da Copa América, algo inédito desde 1987, ao ser derrotada por 1 a 0 pelo Peru, com gol de mão marcado pelo atacante Raúl Ruidíaz.

"Que tal dar dez ou quinze segundos ao quarto árbitro para que possa assistir, da beira do campo, muito rapidamente, às imagens para poder tomar uma decisão. Já temos a tecnologia na linha do gol, mas temos que fazer a mesma coisa para decisões importantes", opinou o treinador.

A polêmica também se deve ao fato de o árbitro uruguaio Andrés Cunha ter demorado longos quatro minutos para validar o gol, depois de ser visto conversando pelo rádio, o que alimentou suspeitas de que teria, de fato, utilizado auxílio externo para tomar sua decisão.

"O futebol tem vinte anos de atraso em relação à NBA e à NFL (ligas profissionais de basquete e de futebol americano, que já usam o vídeo como tira-teima durante as partidas). Temos que fornecer aos árbitros toda a ajuda necessária para tomar as decisões certas. Um jogo não pode ser definido por uma decisão equivocada da arbitragem", completou.

Além de Klinsmann, o técnico da seleção argentina, Gerardo 'Tata' Martino, também mostrou-se favorável ao uso do vídeo.

"Eu apoio o uso da tecnologia. Evitaria cometer muitos erros. O que aconteceu contra o Brasil foi determinante, acabou custando a classificação", lembrou o treinador, na entrevista coletiva realizada na véspera da partida contra a Bolívia.

Em abril, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, disse ter esperança de que o uso do vídeo na arbitragem seja efetivo na Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

O International Board, órgão responsável pelas regras do jogo, decidiu em março que o auxílio do vídeo teria que ser primeiro testado em condições reais durante dois anos antes de ser utilizado de fato.

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