Esporte

Defesas superam ataques e Alemanha e Polônia empatam sem gols na Euro

16/06/2016 19h10

Saint-Denis, França, 16 Jun 2016 (AFP) - A Alemanha, atual campeã do mundo, não conseguiu sair do 0 a 0 com a organizada Polônia, nesta quinta-feira em Saint-Denis, pelo Grupo C da Euro-2016, um resultado que acabou deixando as duas equipes em boas condições de garantir a classificação às oitavas da competição.

As sólidas defesas de ambas as seleções, somado à falta de pontaria dos atacantes e a boa atuação dos goleiros acabaram resultando no primeiro empate sem gols desta edição da Eurocopa.

"O empate é um resultado totalmente merecido. Não deixamos eles chegar e tampouco encontramos soluções lá na frente", resumiu Joachim Löw, técnico da seleção alemã, que voltou a jogar no Stade de France pela primeira vez desde os atentados de novembro.

Três homens-bomba se explodiram nos arredores, matando uma pessoa e deixando dezenas de feridos, e os jogadores alemães tiveram que passar a noite no estádio.

A partida desta quinta-feira gerou muita expectativa por ser um clássico cuja rivalidade vai muito além do esporte, entre duas equipes que se conhecem muito bem.

Além das duas seleções terem integrado o mesmo grupo nas eliminatórias para Euro-2016, diversos jogadores poloneses disputam o Campeonato Alemão, como o astro Robert Lewandowski, que, no momento do apito inicial, viu do outro lado do campo cinco companheiros de Bayern de Munique.

"Estamos satisfeitos com esse ponto. A Alemanha teve mais posse de bola e colocou muita velocidade no campo. Respeitamos demais o adversário no primeiro tempo, mas depois criamos algumas chances", comentou 'Lewa', que foi artilheiro da última temporada da Bundesliga.

"Nunca fiquei com medo da nossa equipe sofrer gol, mas é verdade houve momentos em que a Alemanha controlava a partida. Deixamos a iniciativa a eles para poder contra-atacar e meus jogadores deixaram tudo em campo", analisou o técnico da Polônia, Adam Nawalka.

Familiarizados com o sistema de jogo da Alemanha, que derrotaram pela primeira vez na história justamente nas eliminatórias para a competição continental (2-0), em setembro de 2014, os poloneses entraram em campo sabendo o que precisava ser feito: marcação implacável, muita disciplina tática e paciência para esperar o momento certo de contra-atacar.

O resultado foi um jogo truncado de poucas chances de gol no primeiro tempo.

Os comandados do técnico alemão Joachim Low, como era de se esperar, tiveram a hegemonia da bola no pé, recuperavam a posse com uma marcação alta e trocavam passes de um lado para o outro, mas sem objetividade, diante de uma Polônia decidida a não dar espaços.

Para se ter uma ideia, os goleiros Neuer e Fabianski não apareceram no primeiro tempo, que teve como lance mais perigoso um chute de Khedira de fora da área que passou longe do gol polonês, aos 44 minutos.

- Defesas > ataques -O jogo não fazia jus à bela festa dos torcedores que lotaram o Stade de France. Felizmente para o espetáculo, as duas equipes voltaram do vestiário com uma postura mais ofensiva.

Com isso, os cinco primeiros minutos de jogo da segunda etapa foram mais emocionantes do que todo o primeiro tempo.

No primeiro minuto, Grosicki recebeu pela direita e cruzou na medida para Milik, que invadia a pequena área em velocidade. O atacante do Ajax, porém, se atrapalhou todo ao tentar cabecear, praticamente furando o belo passe e desperdiçando enorme chance de abrir o placar.

No lance seguinte, a Alemanha respondeu com Götze, que invadiu a área polonesa sem marcação e mandou a bomba, mas nas mãos de Fabianski que defendeu sem dificuldades.

A cada ataque perigoso de um lado, o outro respondia à altura.

Aos 15, Lewandowski recebeu sozinho na entrada da área em ótima posição para finalizar, mas o zagueirão Boateng se recuperou, travando o companheiro de Bayern de Munique no momento crucial, salvando a Alemanha.

Cinco minutos depois os alemães deram o troco com outra tentativa de longe, desta vez de Özil. Desta vez Fabianski precisou voar para impedir o gol.

Sabendo da expectativa e pressão colocadas nos ombros de sua equipe por ser a atual campeã do mundo, Low tentou mexer no ataque em busca da vitória, tirando Götze e colocando o centro-avante Mario Gomez.

A 'Mannschaft', porém, continuou cautelosa em campo, preocupada com a qualidade dos atacantes poloneses Lewandowkski e Milik, e não voltou a assustar Fabianski, que defendeu chutes fracos de Kroos e Muller aos 40 e 43.

Bem posicionada para garantir a classificação nas oitavas, a Alemanha sabe que segue longe do nível apresentado há dois anos no Brasil e que precisará melhorar se quiser lutar pelo título continental.

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