Esporte

Dempsey brilha e coloca EUA na semi da Copa América

17/06/2016 00h54

Seattle, Estados Unidos, 17 Jun 2016 (AFP) - A primeira vaga para as semifinais da Copa América do Centenário ficou com a seleção anfitriã dos Estados Unidos, que derrotou o Equador por 2 a 1, nesta quinta-feira, em Seattle, com grande atuação do veterano Clint Dempsey, autor de um gol e uma assistência.

O meia 33 anos abriu o placar de cabeça aos 23 minutos de jogo e ainda deu passe para Gyasi Zardes ampliar, aos 20 da segunda etapa.

Arroyo descontou aos 28, mas os Estados Unidos conseguiram segurar o resultado, apesar de passar um tremendo sufoco nos minutos finais. Tanto que, além de Dempsey, o outro herói da partida foi o goleiro Guzan, que fez várias defesas espetaculares.

Na hora do aperto, os donos da casa contaram com o apoio incondicional do público, que fez um barulho ensurdecedor com os gritos de "USA, USA!" em um estádio conhecido por ter uma acústica que o transforma em um verdadeiro caldeirão.

Ídolo da torcida local, Dempsey conhece muito bem o CenturyLink Stadium por ser atleta do Seattle Sounders, time da Major League Soccer que divide o estádio com o Seahawks, da NFL.

O camisa 8 levou seus fãs à loucura ao anotar seu 52º gol com a camisa da seleção americana, cinco a menos que o maior artilheiro da história do país, Landon Donovan.

As duas equipes ficaram com um a menos aos 8 do segundo tempo, quando o equatoriano Antonio Valencia e o americano Jermaine Jones foram expulsos por se envolver em confusão.

É a segunda vez que a seleção americana chega às semifinais em quatro participações. A primeira foi em 1995, no Uruguai, quando acabou derrotada por 1 a 0 pelo Brasil, com gol de cabeça de Aldair.

Na terça-feira, em Houston, os comandados do técnico alemão Jurgen Klinsmann disputarão uma vaga na grande decisão com o vencedor do duelo entre Argentina e Venezuela, que se enfrentam neste sábado, em Foxborough.

Próximo adversário do Brasil nas eliminatórias sul-americanas para a Copa do Mundo de 2018, o Equador foi superior aos Estados Unidos no segundo tempo, mas faltou caprichar na pontaria. A partida contra a seleção brasileira, que marcará a estreia de Tite no comando, está prevista para o dia 2 de setembro, na altitude de Quito.

- Domínio premiado -Empurrada pela torcida, a seleção americana resolveu tomar a iniciativa, mas o Equador levava muito perigo nos contra-ataques, principalmente pelos lados do campo, aproveitando a velocidade de Montero e Enner Valencia.

Aos 7, Montero recebeu na esquerda e tentou encobrir o goleiro Guzan, que estava vencido, mas viu a bola passar por cima do travessão.

Aos 18, a ameaça veio do lado direito, com Valencia, que soltou a bomba, também por cima.

As melhores chances eram equatorianas, mas os americanos chegavam com mais facilidade à área adversária. O domínio foi premiado aos 22, com um gol do ídolo local.

Depois de uma bela trama coletiva, Jermaine Jones cruzou na medida para Dempsey cabecear para as redes.

O veterano de 33 anos quase repetiu a dose aos 26, mas seu chute cruzado parou nas mãos do goleiro Domínguez, que foi exigido mais uma fez aos 41, em finalização de Bedoya.

Os americanos dominavam as partida, mas alguns erros na saída de bola quase foram fatais. Aos 44, Arroyo roubou a bola, arrancou pela esquerda só não empatou porque Guzan fez uma grande defesa.

- Valencia desperdiça -O Equador voltou melhor depois do intervalo e Enner Valencia quase empatou de 'peixinho' aos 3 do segundo tempo.

O jogo já estava intenso, mas o clima esquentou de vez aos 8, quando Antonio Valencia foi expulso por chutar a perna de Bedoya depois de perder a bola. Jones foi tirar satisfação e também levou cartão vermelho.

Com um a menos de cada lado, espaços começaram a se abrir e a seleção americana aproveitou para ampliar o marcador aos 20, em mais um lance com participação de Dempsey.

Zardes recebeu cruzamento da esquerda de Besler e desviou de cabeça. Dempsey pegou a sobra e devolveu para o camisa 9, que só teve o trabalho de empurrar a bola para as redes.

O Equador não se abalou e Arroyo descontou aos 28, em cobrança de falta ensaiada que enganou a defesa americana.

O gol de empate quase saiu aos 30, quando Valencia recebeu cruzamento perfeito de Montero e subiu sozinho para cabecear na área, mas a bola foi pela linha de fundo.

Ayovi e Mina ainda tiveram outras chances nos acréscimos, mas os Estados Unidos resistiram ao bombardeio e garantiram a vaga no sufoco.

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