Esporte

Neuer pega dois pênaltis e acaba com maldição alemã contra Itália

02/07/2016 19h55

Bordéus, França, 2 Jul 2016 (AFP) - A fria e calculista Alemanha, graças ao seu gigante goleiro Manuel Neuer, levou a melhor sobre a valente Itália numa disputa de pênaltis de tirar o fôlego (6-5), após empate em 1 a 1 no tempo regulamentar e prorrogação, e se classificou às semifinais da Eurocopa-2016, neste sábado em Bordeaux.

A classificação alemã pôs fim a um tabu histórico do confronto entre as duas gigantes do futebol europeu: em oito confrontos prévios em Copas do Mundo ou Eurocopas, a 'Mannschaft' nunca havia conseguido derrotar a 'Azzurra'.

Os atores desse verdadeiro espetáculo do futebol seguiram à risca o roteiro que todos conheciam e imaginavam: a Alemanha, atual campeã do mundo, impôs sua superioridade técnica para mandar na posse de bola e criar mais chances de gol, enquanto a Itália, valente e bem postada em campo, esperava uma oportunidade para surpreender no contra-ataque.

Nesse cenário, a Alemanha só conseguiu furar a 'Muralha de Turim', como é chamada a excelente zaga formada por quatro jogadores da Juventus, Buffon, Bonucci, Chiellini e Barzagli, aos 20 minutos do segundo tempo, quando Jonas Hector cruzou na medida para Mesut Ozil pegar de primeira e balançar as redes.

Um duelo com oito título mundiais e quatro Euros, porém, não podia faltar em emoção e a Itália, como lhe é característico, lutou até encontrar seu gol, levando a partida à prorrogação graças à cobrança de pênalti muito bem batida por Bonucci, aos 33.

Como não houve jeito de desempatar a partida no tempo extra, o jogo acabou indo para os pênaltis, centrando todas as atenções nos goleiros, duas lendas vidas da posição, o alemão Manuel Neuer e o italiano Gianluigi Buffon.

Neuer, tido como o melhor goleiro do mundo e oito anos mais novo que Buffon, de 38 anos, acabou levando a melhor. Do alto de seus 1.95m de altura, se vingou de Bonucci, defendo a cobrança do zagueiro, e pegou o chute de Matteo Darmian para garantir a classificação à Alemanha.

Nas semifinais, a Alemanha enfrentará na próxima quinta-feira em Marselha o vencedor do confronto entre a surpreendente Islândia, grande zebra da competição, e a anfitriã França, que medem forças neste domingo no Stade de France, perto de Paris.

- Defesas levam a melhor -Cauteloso, o técnico Joachim Low, apesar da clara superioridade individual de seus jogadores, preferiu optar por um esquema com três zagueiros, uma estratégia muito testada em amistosos e treinos da 'Mannschaft' para segurar adversários que apostam na velocidade de pontas para contra-atacar.

E como Antonio Conte não surpreendeu, armando novamente um 3-5-2, apesar do desfalque de Daniele De Rossi, as duas equipes se espelharam em campo.

Conscientes de suas fraquezas e qualidades, as seleções fizeram jogo 'confortável' no primeiro tempo. Os alemães satisfeitos com a posse de bola, os italianos felizes em segurar o empate e esperar uma chance para definir a partida.

Nesse panorama, a Alemanha precisou se contentar com lances isolados de pouco perigo, como numa cabeçada de Mario Gomez por cima do gol de Buffon, aos 41, e um chute fraco de Thomas Muller, no minuto seguinte.

Aos 10 minutos do segundo tempo, Muller enfim teve boa chance de abrir o placar, num forte chute travado por Alessandro Florenzi.

Mas quando Low se preparava para colocar em campo Julian Draxler, mudando o esquema para um 4-2-3-1 mais ofensivo, Ozil, no lugar certo na hora certa, apareceu na área para pegar de primeira um cruzamento rasteiro de Jonas Hector, sem chances para Buffon.

A Itália, atrás no placar e dominada pela Alemanha, se viu obrigada a buscar o jogo em busca de um gol de empate, mas não conseguia assustar Neuer.

- Suspense até o final -Até os 30 minutos da segunda etapa, quando defendeu chute fraco de Emanuele Giaccherini, o goleirão do Bayern de Munique era praticamente um espectador do jogo.

Era difícil cogitar uma maneira dos italianos encontrarem um jeito de empatar a partida, a não ser que a Alemanha desse um jeito de colaborar... E foi exatamente o que aconteceu.

Aos 33, Pellè cabeceou para trás uma bola alçada na área que foi parar no braço ingenuamente aberto do zagueiro Boateng. O árbitro não teve como não apitar pênalti.

Surpreendentemente, o escolhido para bater foi o zagueiro Bonucci, que nunca havia marcado um gol de pênalti na carreira. Sempre há uma primeira vez para tudo e o jogador da Juventus bateu firme no canto esquerdo de Neuer, que não alcançou: 1 a 1.

O empate foi um baque para os alemães, que optaram pela cautela e, apesar de ter a bola no pé e rondar a área italiana, não levaram mais perigo ao gol de Buffon. A prioridade era não sofrer contra-ataques.

O medo de perder, aliado ao desgaste físico das duas equipes, logicamente levou a partida à prorrogação e, em seguida, à cobrança de pênaltis, que essa sim não pecou por falta de emoção.

Zaza isolou seu chute, Muller foi parado por Buffon, Ozil acertou a trave, Pellè mandou para fora de maneira displicente, Schweinsteiger também desperdiçou... até que Neuer, que já havia defendido a cobrança de Bonucci, apareceu para decidir: o melhor goleiro do mundo pegou o chute de Darmian e deu a Hector a chance de marcar o gol da classificação.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

Mais Esporte

Topo