Esporte

Conheça os quatro técnicos semifinalistas da Eurocopa

04/07/2016 19h41

Paris, 4 Jul 2016 (AFP) - A serenidade de Joachim Löw, o pragmatismo de Didier Deschamps, as habilidades diplomáticas de Fernando Santos e a superação de Chris Coleman: os quatro treinadores semifinalistas de Eurocopa têm perfis diferentes, mas cada um apresenta qualidades para levar suas seleções à decisão.

. Löw, a força da continuidadeHá dez anos no cargo, o técnico da Alemanha está colhendo os frutos de um trabalho a longo prazo, coroado há dois anos, no Brasil, com a conquista do tetracampeonato mundial.

Apesar das manias pouco higiênicas que viraram febre nas redes sociais, Joachim Löw esbanja serenidade aos 56 anos de idade. Com ele no comando, a Alemanha venceu dois terços das partidas que disputou: foram 89 vitórias, 25 empates e apenas 21 derrotas.

Outros treinadores foram criticados por não ter adaptado o esquema de jogo contra a Itália, como o belga Marc Wilmots, mas aconteceu exatamente o contrário com Löw.

O ex-meia Mehmet Scholl, comentarista da televisão pública ARD, mostrou-se inconformado com o fato da 'Mannschaft' ter abandonado o estilo ofensivo que vinha mostrando desde o início do torneio. Mas no final de contas, a 'profecia' de Gary Lineker prevaleceu: "futebol é um esporte que se joga 11 contra 11 e a Alemanha sempre vence no final".

Só que desta vez, a 'Mannschaft' acabou um um tabu histórico, já que nunca tinha eliminado a 'Nazionale' na fase final de um grande torneio.

. Deschamps, versatilidade e sorte de campeãoNo caminho rumo às semifinais, a França ainda não enfrentou potências europeias. Depois de Romênia, Albânia, Suíça, Irlanda e Islândia, a Alemanha se apresenta como um adversário de outro calibre.

Os 'Bleus' chegaram a passar sufoco nas primeiras partidas, decididas nos minutos finais, nas oitavas, com vitória de virada sobre a Irlanda (2-1), mas a goleada de 5 a 2 sobre a Islândia, sensação do torneio, ajuda o time de Didier Deschamps a encarar o duelo com a 'Mannschaft' com confiança.

Desde os tempos de jogador, o ex-volante já era conhecido por dar sorte. Tanto nos sorteios da fase de grupos quanto na eliminação de adversários indigestos no mata-mata, como foi o caso da Inglaterra, despachada pela Islândia nas oitavas.

Mas isso se chama sorte de campeão, para um basco que colecionou títulos tanto como jogador quanto como treinador.

Deschamps também precisou mostrar sua capacidade de adaptação, depois de perder vários jogadores por lesão pouco antes da competição (Varane, Mathieu, Diarra), além dos escândalos fora de campo (Benzema afastado por causa dos problemas com a justiça francesa, Sakho flagrado em exame antidoping).

O treinador de 47 anos não se abalou, inovou várias vezes na escalação, e foi premiado com a vaga nas semifinais, objetivo mínimo estabelecido pela federação francesa.

. Fernando Santos, bombeiro anti-criseO treinador português tem a missão de montar todo seu esquema de jogo em função da sua única estrela: Cristiano Ronaldo.

Como o craque do Real Madrid não está correspondendo às expectativas, cabe a Fernando Santos subir na linha de frente para rebater as críticas.

O lisboeta de 61 anos não para de martelar que CR7 ainda é o melhor do mundo, que ele não está cansado ou irritado, e que o ambiente no grupo está ótimo.

Antes de assumir o comando da seleção do seu país, em 2014, Santos foi técnico da Grécia. Ele parece ter se inspirado no seu antecessor naquele cargo, o alemão Otto Rehagel, que em 2004 surpreendeu o mundo ao levar os gregos ao título europeu, com estilo ultra-defensivo.

Na ocasião, quem amargou o vice-campeonato foi justamente a seleção portuguesa, que disputava o torneio em casa.

Na França, os lusos não venceram um jogo sequer no tempo regulamentar e chegaram à semi muito mais por conta da retranca armada por Santos do que pelo talento de Cristiano Ronaldo.

"Gostaríamos de jogar de forma espetacular, mas nem sempre é dessa maneira que se vencem competições", resumiu o treinador.

. Coleman, em nome de Gary SpeedCom muito menos experiência que os demais semifinalistas, o galês de 46 anos chegou ao cargo em 2012, depois de treinar times de segundo escalão, como Real Sociedad ou Fulham.

Ele assumiu o comando dos 'Dragões' em circunstâncias dramáticas, depois do suicídio do seu antecessor, Gary Speed, que também era seu amigo.

Coleman ficou longe de ser unanimidade no início, mas não demorou para convencer os céticos. Com um esquema eficiente de 3-5-2, ele apostou num grupo entrosado, com jogadores que atuam juntos desde as seleções de base.

Seu maior trunfo foi alcançar o feito inédito de classificar o País de Gales em uma Eurocopa pela primeira vez da sua história. Depois disso, qualquer resultado já seria lucro, mas os galeses fizeram história ao se classificar, pela primeira vez, para as semifinais de um grande torneio.

Ao contrário de muitos colegas de profissão, Coleman sabe lidar muito bem com sua grande estrela: Gareth Bale vem fazendo um grande torneio, marcando gols e mostrando que sabe se colocar a serviço do grupo.

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