Esporte

Deschamps confessa que trajetória da França na Euro 'não foi linear'

06/07/2016 15h32

Marselha, 6 Jul 2016 (AFP) - "Nem tudo foi linear, mas sempre tivemos essa confiança e essa vontade de estar onde estamos hoje", afirmou nesta quarta-feira o técnico da seleção francesa, Didier Deschamps, na véspera do choque com a Alemanha nas semifinais da Eurocopa.

-Você sente que a equipe está embalada com a goleada sobre a Islândia (5-2) nas quartas de final?

"O embalo já estava aqui bem antes disso. Foi assim que chegamos aqui. Estar nas semifinais aumenta isso tudo, mas sempre houve essa confiança e essa vontade de estar onde estamos hoje. Nem tudo foi linear, mas os jogadores fizeram o que era preciso para estar aqui".

-A França vai tentar impor seu jogo?

"Tudo vai depender da forma com que a Alemanha vai se apresentar no início. A Alemanha sempre está acostumada a controlar o jogo, a ter posse de bola superior ao adversário, mas não podemos disputar essa partida pensando apenas em defender para surpreendê-los. Temos uma grande oportunidade e temos que fazer de tudo para aproveitá-la, com todo o respeito para essa seleção alemã campeã do mundo, que causou a melhor impressão nas suas primeiras cinco partidas da Euro".

-Como superar a defesa alemã, que é a melhor da competição?

"Fazendo gols. É uma equipe que sofre poucos gols (apenas um desde o início da competição). Todo mundo fala da sua força defensiva, mas sabe defender muito bem. Contra a Itália, conseguiram ser agressivos para ter mais posse de bola e controle sobre o jogo".

-Como você avalia o trabalho de Joachim Löw?

"Ele é muito competente, conhece bem seu grupo. Antes de se consagrar no Brasil (na Copa do Mundo de 2014), ele disputou finais e semifinais de grandes torneios com essa equipe. É sempre um prazer bater um papo com ele quando nos encontramos. É uma pessoa muito acessível, que esbanja serenidade. Gosto muito dele".

-O que você acha da declaração de Hugo Lloris, que falou em oportunidade de fazer história, dois anos depois da derrota nas quartas de final da Copa do Mundo?

"Não se pode mudar a história, mas temos uma nova página para escrever. Os jogadores podem escrever essa página, que está em branco hoje. O que conta, é o que vai acontecer amanhã. Os jogadores precisam confiar em eles mesmos e a torcida precisa confiar em nós".

-Você considera que reencontrou o verdadeiro Pogba nas quartas de final?

"Não estava perdido. Foi um pouco mais complicado no início, mas ele sempre deu conta do recado. Paul precisa de tranquilidade e serenidade. É difícil, porque vocês (os jornalistas) vivem falando sobre ele todo dia, mas ele tem cabeça boa. Sabe o que pode dar à equipe e jogou muito bem nos últimos dois jogos. Amanhã, vamos precisar dele atuando no seu melhor nível".

-Vai ser a partida mais importante da sua carreira?

"É difícil comparar, colocar um cursor. Disputar uma semifinal de Eurocopa não acontece todos os dias, mas não quero perder tempo com minha questão pessoal. Nunca me preocupei com meu futuro, essa é minha força. Eu me sinto privilegiado por ser o técnico da seleção francesa, porque isso representa muito para mim. Vivo a competição através dos jogadores e quero ir o mais longe possível".

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