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De Griezmann a Lloris: os destaques da classificação francesa na final da Euro

07/07/2016 19h52

Marselha, 7 Jul 2016 (AFP) - Com o faro de gol do artilheiro Antoine Griezmann e as defesas do 'paredão' Hugo Lloris, a França garantiu sua vaga na final da Eurocopa pela terceira vez da sua história, com vitória por 2 a 0 sobre a Alemanha, nesta quinta-feira, em Marselha.

Os 'Bleus' também chegaram à decisão graças à força do meio de campo, com Pogba e Sissoko, e ao talento de Dimitri Payet, decisivo no início do torneio.

. Griezmann nos passos de PlatiniCom seis gols e duas assistências, o atacante do Atlético de Madri vem se destacando como o melhor jogador dessa Eurocopa. 'Grizi' precisou assumir a liderança do ataque francês na ausência do rival madrilenho Karim Benzema, do Real, afastado da seleção por causa dos problemas extracampo. Depois de uma atuação abaixo do esperado na ponta direita na estreia, contra a Romênia (2-1), ele subiu de produção quando foi reposicionado como segundo atacante, atuando com mais liberdade em volta do centroavante Giroud. Na segunda rodada, o atleta de 25 anos foi fundamental na classificação antecipada ao mata-mata ao abrir o placar contra a Albânia (2-0). Nas oitavas, salvou a pátria com os dois gols da vitória de virada por 2 a 1 sobre a Irlanda. Outra ótima atuação foi coroada por um gol nas quartas, contra a Islândia (5-2), mas sua carreira ficará marcada para sempre com os dois gols que marcou na semifinal desta quinta-feira, contra a Alemanha, tirando mais uma vez a França do sufoco. Artilheiro isolado da competição, ele já anda nos passos do ex-craque Michel Platini, herói do título conquistado em casa em 1984, com nove gols marcados.

. Sissoko, correria e força físicaO volante do Newcastle começou o torneio como reserva, mas sempre deu conta do recado cada vez que entrou em campo. Titular na semi contra a Alemanha, foi claramente um dos melhores em campo, tanto na marcação quanto na saída de bola. Incansável, não parou de correr um segundo. Com sua velocidade e sua força física, ele conseguiu se impor na frente de Toni Kroos e foi a principal válvula de escape dos 'Bleus' nos momentos de forte pressão alemã.

. Payet, sangue frio e pé calibrado O meia de 29 anos sumiu do radar da seleção francesa depois da péssima atuação na derrota para a Albânia (1-0), no dia 13 de junho de 2015. Payet conseguiu dar a volta por cima na Inglaterra, com ótima temporada com o West Ham, convencendo Deschamps de lhe dar mais uma chance. Ele não demorou a retribuir a confiança do treinador. Na estreia, contra a Romênia, marcou um golaço no ângulo para garantir a vitória por 1 a 0 a um minuto do fim. No segundo jogo, acertou mais um lindo chute para selar o triunfo por 2 a 0 sobre a Albânia. Titular indiscutível nessa Euro, sempre leva perigo na bola parada e soma três gols no torneio, depois de marcar mais um contra a Islândia. Além do pé calibrado, Payet é fundamental para dar qualidade à saída de bola da equipe.

. Pogba, a 'lenda'Quem fala melhor sobre o jovem craque de 23 anos é seu companheiro de clube na Juventus, o experiente lateral Patrice Evra, que ocupa o quarto ao seu lado na concentração. "Ter um vizinho assim é complicado. É super barulhento, não consigo dormir. Mas não posso falar nada porque ele mora no meu coração", brinca 'Tio Pat' em um vídeo divulgado pela Federação Francesa. Auto-proclamado "lenda" antes da Euro, seguindo o exemplo ególatra do sueco Ibrahimovic, Pogba tem talento de sobra para marcar a história do futebol. Com seu parceiro Matuidi, ele foi o dono do meio de campo no segundo tempo contra a Irlanda. Contra a Islândia, mostrou uma impulsão superada apenas por Cristiano Ronaldo para marcar um golaço de cabeça. No seu vasto repertório também constam dribles desconcertantes, como o elástico que deu início à jogada do segundo gol contra a Alemanha.

. Lloris, capitão salvadorO goleiro da França faz jus à braçadeira de capitão ao mostrar a mesma serenidade em campo do que na frente da imprensa. Líder de uma defesa muito desfalcada, ele nunca titubeou, tanto diante dos questionamentos dos jornalistas quando diante da pressão dos adversários. Na estreia, contra a Romênia, salvou a pátria francesa com uma defesa milagrosa logo no início da partida. Ele também fechou o gol quando a Irlanda vencia por 1 a 0 e ameaçava matar o jogo. Contra a Alemanha, teve uma atuação maiúscula, impedindo os campeões mundiais de abrir o placar quando a França estava sendo massacrada em campo no primeiro tempo. No final da partida, ele se esticou todo para fazer talvez a defesa mais bonita dessa Euro, em cabeceio de Kimmich.

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