Esporte

Governo reforçará segurança dos Jogos Rio-2016 após atentado em Nice

15/07/2016 20h47

Brasília, 15 Jul 2016 (AFP) - O presidente interino, Michel Temer, manteve nesta sexta-feira uma reunião de emergência com parte de seu gabinete após os atentados em Nice para avaliar como reforçar a segurança nos Jogos Olímpicos do Rio, que começam em três semanas.

"Vamos incrementar algumas medidas, como a intensificação das revistas, eventualmente restrições de trânsito em algumas vias, afastar o acesso de veículos de alguns eventos", disse o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen, a jornalistas após a reunião com Temer em Brasília.

Um dia após o atentado de Nice (sudeste da França), que deixou mais de 80 mortos, o governo brasileiro está dedicado a fazer uma grande "revisão final" do plano de segurança para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, entre 5 e 21 de agosto.

"É uma situação muito difícil, muito complexa de lidar porque ninguém poderia imaginar que um caminhão pudesse se transformar em uma arma de destruição em massa", afirmou Etchegoyen.

As medidas concretas para reforçar a segurança serão anunciadas na semana que vem, uma vez concluída a análise geral do que foi tratado até agora.

Preocupação trará mais controlesNa noite de quinta-feira, um caminhão atropelou uma multidão que assistia à queima de fogos de artifício durante os festejos do Dia da Bastilha, feriado nacional na França, deixando 84 mortos e 202 feridos, dos quais 52 estão entre a vida e a morte.

Os primeiros jogos da América do Sul contarão com 85.000 membros das forças de segurança - 47.000 policiais e 38.000 militares , o dobro do efetivo mobilizado em Londres-2012. Espera-se que meio milhão de pessoas assista ao maior evento esportivo do planeta.

Especialistas afirmam que, embora o Brasil não tenha antecedentes de ataques terroristas, não tenha se envolvido em guerras e esteja distante de centros extremistas como a Síria, o fato de ser o anfitrião do evento mais observado do mundo coloca o país na mira.

"Até agora não tivemos de nenhum destes países qualquer indício de que haja uma ameaça em potencial ou real de que vá haver um atentado terrorista no Brasil", disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann, durante coletiva de imprensa no Rio.

Jungmann admitiu que o governo está preocupado com o que aconteceu em Nice, mas que isto "se traduzirá em mais controle, em mais segurança, em mais pessoal e mais procedimentos que serão empregados".

Segundo informe do Parlamento francês, divulgado esta semana, a França foi notificada sobre um plano de atentado contra os atletas franceses no Rio e que o ato seria praticado por um cidadão brasileiro.

O plano de atentado foi evocado pelo general Christophe Gomart, chefe da Direção de Informação Militar, perante uma comissão investigadora parlamentar sobre os atentados de janeiro e novembro de 2015, em Paris, que deixaram 147 mortos.

As autoridades brasileiras de Inteligência asseguram que estão em estreita comunicação com seus colegas franceses para investigar o caso, sobre o qual não divulgaram mais detalhes.

"Acompanhamento especial" aos francesesSobre o tratamento que a delegação de atletas franceses receberá diante dos fatos recentes, o ministro da Defesa afirmou que terão um "acompanhamento especial", assim como outras delegações de países consideradas dentro de um grupo de "alto risco", caso também dos Estados Unidos.

"Há um grupo de países cujo grau de risco é mais elevado, como França e Estados Unidos. Depois, há um grupo com nível intermediário e outro, inferior. Todos os que integram o primeiro grupo terão um acompanhamento especial", detalhou Jungmann.

Além dos riscos associados aos Jogos, o Rio enfrenta o desafio de seus próprios níveis de violência urbana que, embora não sejam tão graves quanto há uma década, se mantêm elevados. Nos cinco primeiros meses do ano, foram registrados 2.083 assassinatos no estado do Rio, 14% a mais que no mesmo período do ano passado.

"Se você quer ir em agosto a um local seguro, venha ao Rio de Janeiro", afirmou nesta sexta-feira o prefeito do Rio, Eduardo Paes.

"A Olimpíada é um super-evento, mas alertamos a população de que vão haver contingências (...) É importante que as pessoas estejam atentas", acrescentou.

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