Esporte

Maracanã vibra com Brasil e refugiados no desfile das delegações olímpicas

05/08/2016 23h18

Rio de Janeiro, 6 Ago 2016 (AFP) - As delegações nacionais que participam dos Jogos Olímpicos se apresentaram no Maracanã, emocionando os 70.000 espectadores que lotaram o tempo do futebol, com destaques para a delegação brasileira, que desfilou por último, e para o time de refugiados.

Os atletas do Brasil foram liderados pela porta-bandeira Yane Marques, medalhista de bronze do pentatlo moderno nos Jogos de Londres-2012 e segunda mulher da história à frente da delegação, depois de Sandra Pires, em Sydney-2000.

Depois de quase duas horas de desfiles com reações diversas do público, a entrada dos anfitriões foi muito festejada.

Antes mesmo do locutor anunciar o nome do país, a 'torcida' já gritava "Brasil, Brasil!"

Os atletas entraram pulando e dançando, ao som do clássico "Aquarela do Brasil", quase um segundo hino nacional.

Yane Marques se apresentou como uma porta-bandeira de escola de samba, rodopiando e desfilando.

Mesmo depois do fim da música, o público ainda cantava: "ê, eo, eo Brasil!

Depois de um espetáculo que apresentou a história do país ao exaltar a diversidade, com projeções no gramado e apresentações musicais que levantaram o público, a primeira delegação a desfilar foi a Grécia, berço do olimpismo.

As outras entraram por ordem alfabética, usando trajes tradicionais ou roupas mais convencionais, mas sempre com um largo sorriso no rosto.

- Plantando sementes -Toda a cerimônia de abertura foi marcada por mensagens de cunho ambiental, e o desfile das delegações não foi diferente.

Cada atleta recebeu uma semente e um tubete com substrato para semear uma árvore nativa do Brasil, para colocá-lo em torres espalhadas pelo palco. Os porta-bandeiras foram precedidos por bicicletas enfeitadas por plantas.

Outro grande destaque foi o primeiro time de refugiados da história, que apresentou dez atletas, do Sudão do Sul, Síria, Etiópia e República do Congo, competindo em três modalidades: atletismo, natação e judô. Eles desfilaram em penúltimo, logo antes do Brasil.

Essa delegação era tão esperada pelo público que aconteceu um imprevisto curioso: quando os locutores anunciaram os "Atletas Independentes", ouviu-se uma grande ovação no estádio.

Acontece que, na verdade, não eram os refugiados, mas atletas apátridas, que por algum motivo não podem desfilar sobre a bandeira dos seus países.

- Astros e fortão de Tonga ovacionados -Depois desse "equívoco", delegações de Espanha, Estados Unidos ou Grã-Bretanha foram bastante aplaudidas, até por terem como porta-bandeiras os astros Rafael Nadal, Michel Phelps e Andy Murray, respectivamente.

A ovação, porém, foi ainda maior com a dois países que começam com a letra "I", Israel e Itália: mais um retrato da diversidade do Brasil, representado no estádio pelas comunidades judaica e italiana. O mesmo aconteceu mais tarde com a delegação portuguesa.

Países mais próximos, como Argentina, Uruguai, México ou Venezuela também foram bastante aplaudidos, por setores isolados do estádio onde se encontravam torcedores desses países que vieram ao Rio acompanhar as competições.

Quando chegou a hora da delegação Russa, que perdeu um terço dos seus integrantes por conta do mega-escândalo de doping que assombrou os bastidores dos Jogos, o público ficou dividido entre tímidos aplausos e sonoras vaias.

O pequeno Tonga, país de apenas 105.000 habitantes, foi um dos mais ovacionados, não por ter atletas de grande renome, mas por ostentar como trunfo um porta-bandeira musculoso desfilando sem camisa, com traje tradicional.

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