Esporte

Brasil decepciona novamente com 0 a 0 contra Iraque e corre risco de eliminação

08/08/2016 02h32

Rio de Janeiro, 8 Ago 2016 (AFP) - A badalada seleção olímpica brasileira, com seu trio ofensivo composto por Neymar, Gabigol e Gabriel Jesus, continua sem empolgar. Desta vez, a decepção foi contra o semi-amador Iraque, que arrancou empate em 0 a 0 com o Brasil neste domingo, pela segunda rodada do Grupo A dos Jogos do Rio.

Na última quinta-feira, na estreia contra a também fraquíssima África do Sul, outro empate sem gol, em atuação digna de vaias, que chegaram ao som do apito final.

Neste domingo, a torcida que compareceu em massa ao Estádio Mané Garrincha, em Brasília, não se mostrou tão paciente. Com 18 minutos do segundo tempo, já expressava sua irritação com o que via em campo: uma equipe individualista, desorganizada e incapaz de balançar as redes em 180 minutos de futebol nos Jogos Olímpicos.

Com o empate, o Brasil soma apenas dois pontos no Grupo A do torneio olímpico, empatada com o próprio Iraque, e corre sérios riscos de não se classificar às quartas de final. A líder da chave é a Dinamarca, que mais cedo venceu por 1 a 0 a África do Sul (1 ponto).

Na última rodada da fase de grupos, nesta quarta-feira, o Brasil não terá outra alternativa a não ser vencer os dinamarqueses na Arena Fonte Nova, em Salvador, se quiser continuar nos Jogos e brigar pelo inédito ouro.

A seleção corre o risco de eliminação, o que seria mais um na série de vexames recentes do futebol brasileiro, após o 7 a 1 na Copa do Mundo e a eliminação na primeira fase da Copa América do Centenário.

- Pouco futebol, muitas vaias -O jogo até começou animador, mas a falta de pontaria de Gabriel Jesus, que recebeu na cara do gol logo aos 2 minutos, mas pegou mal na bola e chutou para fora, já servia de presságio para o que viria.

Nos últimos anos, os adversários do Brasil acabam percebendo no decorrer do jogo que a camisa amarela do outro lado do campo não é mais tão assustadora assim. Com o Iraque não foi diferente e a modesta equipe resolveu sair para o jogo, chegando a acertar o travessão do gol de Weverton aos 15 minutos, em cabeçada de Raheem.

No restante do primeiro tempo, muitos erros do Brasil, que novamente mostrou nervosismo excessivo, tentando resolver o jogo na base do individualismo, e pouca emoção.

Antes do intervalo, Renato Augusto pegou rebote de cobrança na barreira de Neymar e acertou o travessão iraquiano. Mas foi só.

No segundo tempo, a paciência do torcedor brasileiro acabou e as primeiras vaias começaram a aparecer. O técnico Rogério Micale até tentou sacudir a equipe, colocando Luan no lugar de Felipe Anderson, mas o buraco no meio de campo da seleção era tão grande que, 6 minutos depois, precisou tirar Gabriel Jesus, muito apagado, para colocar Rafinha.

O nível do futebol, porém, não aumentou, mas as vaias sim. O torcedor descontou toda sua frustração na equipe e voltaram a ecoar os gritos de "Marta é melhor que Neymar!", uma referência à melhor jogadora do mundo, que faz ótimo Jogos Olímpicos com a seleção feminina.

Apesar da péssima atuação, o Brasil conseguiu criar uma última chance clara de gol no minuto final, com Gabigol, que recebeu na direita e cruzou para Renato Augusto, livre na marca do pênalti, isolar.

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