Esporte

Iatistas olímpicos aprovam qualidade das águas do Rio

08/08/2016 19h34

Rio de Janeiro, 8 Ago 2016 (AFP) - Iatistas olímpicos aprovaram as águas notoriamente poluídas do Rio de Janeiro após o primeiro dia de competições, nesta segunda-feira.

Apesar da preocupação com a presença de bactérias, de esgoto e do perigo de colisões entre barcos e lixo flutuante, a maioria dos atletas estavam otimistas, elogiando o percurso desafiador.

"Você não pode conseguir algo melhor do que isso", disse Pedro Pascal, dos Estados Unidos, da categoria RS:X, em um dos eventos de abertura, junto com barcos a vela Laser, afirmando que as condições para competir são "perfeitas".

"É lindo, como você pode ver", disse ele, olhando para a praia no Pão de Açúcar e na Baía de Guanabara.

Iatistas disseram que a paisagem dramática que envolve a baía torna as decisões táticas na água extremamente desafiadoras. E eles gostam disso.

"Eu acho que é o melhor lugar para navegar no mundo, em um sentido técnico", disse Anette Viborg, da Dinamarca, que está competindo no catamarã Nacra 17 com Allan Norregaard.

"É muito difícil. O vento muda muito por causa das montanhas", disse ela após uma sessão de treinamento.

O velejador americano Caleb Paine, da classe Finn, que também estava treinando na segunda-feira, classificou a água como "muito boa".

Se o lixo flutuante é um risco para os barcos, então as algas também são, disse. "Todos os lugares têm um pouco de desvio".

Quase metade do esgoto do Rio é derramado sem tratamento na Guanabara, assim como grandes quantidades de lixo são despejadas em rios que alimentam a baía.

Para que o lixo não prejudique as regatas, as autoridades colocaram redes sobre os rios e mobilizaram uma frota de barcos de coleta de lixo para tentar recolher tudo o que escapar. Um dos chamados "eco-barcos" podia ser visto patrulhando perto das corridas na segunda-feira.

O italiano Mattia Camboni disse depois de participar das primeiras regatas que a qualidade da água melhorou ao longo dos meses em que ele veio treinar no Rio.

Mas o perigo está lá - inclusive no circuito da prova de segunda-feira.

"Eu vi o cara francês justo na minha frente na última corrida e ele pegou alguma coisa", disse Camboni.

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