Esporte

Torcedores argentinos e brasileiros brigam na quadra central de tênis

08/08/2016 17h35

Rio de Janeiro, 8 Ago 2016 (AFP) - A trégua olímpica entre Brasil e Argentina voou pelos ares no terceiro dia dos Jogos Olímpicos, com brigas entre torcedores argentinos e brasileiros durante uma partida de tênis.

A partida entre o tenista argentino Juan Martin del Potro contra o português João Sousa foi interrompida por alguns minutos em razão do incidente, constatou um jornalista da AFP.

A rivalidade entre os dois vizinhos, ambos potências da América do Sul, viveu um novo capítulo na quadra central do complexo Olímpico do Rio, que, como aconteceu ontem na partida contra Novak Djokovic, recebeu com vaias Del Potro.

Toda vez que um torcedor argentino incentivava seu tenista, os cariocas e demais brasileiros presentes respondiam com vaias.

Mas a situação ficou pior no início do terceiro game do primeiro set, quando um grupo de argentinos tentou agredir os brasileiros que criticavam seus gritos de apoio a Del Potro.

O incidente acabou com a intervenção da Força Nacional, que retirou os argentinos, sob os gritos da torcida de "expulsa, expulsa!".

Coisa de futebolNo basquete, os líderes da geração de ouro da Argentina - Luis Scola, Manu Ginobili e Andres Noccioni - criticaram seus torcedores, porque aproveitaram a partida contra a Nigéria para lembrar os brasileiros o 7-1 sofrido na Copa do Mundo ante a Alemanha.

A seleção argentina venceu por 94-66 a Nigéria na noite de domingo em um jogo disputado na Arena Carioca 1 do Parque Olímpico da Barra de Tijuca.

"Eu não quero que o Brasil perca. Eu só quero que perca quando jogar contra a Argentina. Parece-me bobo torcer contra um time que não está nem mesmo na quadra", disse Scola.

Ele acrescentou que achou "de mau gosto insultar os brasileiros. Festejar sete gols que se passaram há dois anos em um esporte que nem se quer é o que estamos jogando, com um país que nem sequer somos nós, a coisa é ainda mais ridícula", disse ele ele se referindo à goleada sofrida pelo Brasil em partida contra a Alemanha na Copa do Mundo de 2014.

"Eu preferia não ouvir gritos contra o Brasil, mas sim em nosso favor. Isso é algo muito futebolístico, e que eu realmente não aprecio", encerrou o jogador do Brooklyn Nets.

Manu Ginobili se juntou ao coro em declarações citadas pelo jornal La Nación.

"Isso é uma coisa do futebol, que eu não gosto. É bom quando os torcedores vem, se sentem fazendo parte, que nos apoie, nos empurre, porque precisamos. Mas não vejo sentido em viajar tantos quilômetros e terminar gritando contra quem nem está em quadra", analisou o campeão da NBA.

Por outro lado, alguns torcedores argentino no hóquei denunciaram no sábado que os brasileiros se aliam a qualquer rival da Argentina.

Ainda assim, consideraram que não chegariam ao extremo de retomar a velha canção depreciativa argentina cantada durante a Copa do Mundo de 2014 no Brasil, que diz "diga-me como se sente ao ver seu pai em casa".

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

Mais Esporte

Topo