Esporte

Brasileiro naturalizado libanês perde a cabeça no judô

09/08/2016 15h13

Rio de Janeiro, 9 Ago 2016 (AFP) - Inconformado por ter sido desclassificado da disputa do judô nos Jogos do Rio por conta de um golpe ilegal, o brasileiro naturalizado libanês Nacif Elias recusou-se a deixar o tatame, gritando que foi "roubado", mas uma hora depois voltou à área de combate para pedir desculpas.

Na sua estreia pela categoria até 81 kg, o capixaba enfrentou o argentino Emmanuel Lucenti e tentou aplicar uma chave de braço no adversário, mas o golpe foi considerado ilegal pelo árbitro, que deu a vitória ao 'Hermano'.

"Na minha opinião, foi uma catimba argentina. Eu dei um golpe. Isso se chama Uchimata, faço em todas minhas lutas, com a mesma posição", denunciou Nacif depois do incidente.

Revoltado, ele recusou-se a deixar o tatame, gesticulando e abrindo os braços, gritando várias vezes "isso não é judô", permanecendo no local por cerca de cinco minutos, com o apoio da torcida, que não parava de gritar seu nome.

Ele acabou sendo chamado para conversar com dirigentes da Federação Internacional de Judô e voltou cerca de uma hora depois, sozinho no tatame, para fazer a tradicional saudação japonesa, em forma de pedido de desculpas.

"Eu acato a decisão da federação internacional de judô, peço desculpas ao público brasileiro, ao público mundial do judô, pois temos que levar a filosofia do esporte nos nossos corações, e o espírito olímpico, mas espero que me entendam", comentou Nacif.

"Não me obrigaram a voltar, eu mesmo quis voltar para pedir desculpas, porque o povo merece esse pedido de desculpas. Peço desculpas pela minha atitude, porque isso não condiz com a postura de um atleta", ressaltou.

Nacif já foi membro da seleção brasileira de judô, mas, como cada país tem direito a apenas um atleta por categoria nas Olimpíadas, se viu barrado por Victor Penalber, que também lutou nesta terça-feira, e acabou optando por defender o país do seu avô.

"Quero agradecer o carinho do público, que estava comigo, gritando meu nome a todo momento, e não vou desistir. Se quiserem que desista, eu não vou desistir. Tóquio é daqui a quatro anos e agora quero um pódio no Mundial para mostrar que eu poderia ter sido medalhista olímpico", completou.

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