Esporte

Atletismo olímpico espera por Bolt para virar a página do doping

10/08/2016 18h38

Rio de Janeiro, 10 Ago 2016 (AFP) - O atletismo estreia nesta sexta-feira nos Jogos Olímpicos do Rio, com a esperança de que Usain Bolt aumente sua lenda e se transforme em um furacão que varra o protagonismo ganho pelo doping.

O rei dos esportes olímpicos foi quase monopolizado nas últimas semanas pela controvérsia da exclusão de quase todos os atletas russos, após a denúncia do envolvimento do Estado no doping de atletas desse país.

Tudo isso, entretanto, pode ficar em segundo plano, se o jamaicano conseguir completar no Rio o tríplice coroa pela terceira vez, ou seja, vencer nas provas de de 100, 200 e revezamento 4x100 metros, repetindo os feitos dos Jogos de Pequim-2008 e Londres-2012.

Caso vença novamente as três provas e chegue ao total de nove ouros, ele alcançará o finlandês Paavo Nurmi e o norte-americano Carl Lewis como atletas com mais títulos olímpicos no atletismo.

Dessa vez, contudo, não será tão fácil para Usain Bolt ganhar os três ouros, já que ele ainda não sabe se superou a lesão muscular sofrida no início de julho.

Tudo começou bem para Bolt, quando em 11 de junho ele registrou a boa marca de 9.88 em 100 metros. Mas o jogo virou no dia 2 de julho, durante as classificatórias jamaicanas, quando uma lesão muscular o fez passar três semanas de molho.

Bolt só conseguiu retornar em 22 de julho, em Londres, onde correu pela segunda e última vez antes de chegar ao Rio. Foi nos 200 metros, vencendo com 19.89.

No total, o jamaicano só correu uma vez os 100 e outra os 200 metros, com marcas distantes dos recordes mundiais (9.58 e 19.19).

O norte-americano Justin Gatlin, vice-campeão do mundo em 2015 nos 100 e nos 200 metros, tem nesta temporada os dois melhores tempos na distância curta (9.80 e 9.83).

Nos Jogos de Londres-2012 e nos Mundiais de 2013 e 2015 Bolt também não estava em sua melhor forma, e acabou os três títulos.

- Bolt renasceu em Londres -Bolt chegou aos Jogos de Londres-2012 ofuscado por seu compatriota Yohan Blake, que o havia derrotado nas classificatórias jamaicanas. Mas Bolt acabou superando o jovem rival.

No Mundial de 2015, ele começou em uma situação parecida, dessa vez com os holofotes voltados para Gatlin, que o tinha superado o ano todo. Bolt, novamente, venceu as três provas de velocidade.

Bolt chega aos Jogos do Rio em um período em que o atletismo sofre com o fantasma do doping.

"Eu vou correr na final do Rio e não vou me preocupar com isso. A Agência Mundial Antidoping, o Comitê Olímpico Internacional e a Federação Internacional de Atletismo são os que trabalham nisso. Eu vou dar espetáculo. De novo, nosso esporte está no bom caminho, e em alguns anos acho que estará bem", afirmou Bolt.

O jamaicano não será, entretanto, a única estrela competindo no Rio.

"Temos um problema de ricos. Bolt é importante mas não é o único atleta no Rio", lembrou Sebastian Coe, presidente da Federação Internacional.

O britânico Mo Farah, duas vezes campeão olímpico, nos 5.000 e 10.000 metros, tentará repetir seus êxitos, depois de também ter conquistado a dobradinha nos Mundiais de 2013 e 2015 e no campeonato da Europa de 2014.

O queniano David Rudisha, dono da melhor marca dos Jogos de Londres, o recorde mundial nos 800 metros, tentará reconquistar o título.

A americana Allyson Felix, atleta feminina com mais medalhas na história dos Jogos (6), não se classificou para a prova dos 200 metros, mas buscará o título nos 400 metros.

Faltarão, é verdade, muitas estrelas russas, suspensas da competição pela IAAF após o escândalo de doping.

A Rússia ficou em segundo lugar no ranking de medalhas do atletismo em Londres-2012, com sete ouros, quatro pratas e cinco bronzes.

Dos 68 atletas inscritos, a princípio só Darya Klishina participará. Ela treina salto em distância nos Estados Unidos desde 2013. Sobre suas costas recairá a representação russa.

psr/ra /cc

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