Esporte

Rio-2016/Judô: declarações de Tiago Camilo e Maria Portela

10/08/2016 14h55

Rio de Janeiro, 10 Ago 2016 (AFP) - Declarações dos judocas brasileiros Tiago Camilo (até 90 kg) e Maria Portela (até 70 kg), ambos eliminados nas oitavas de final de suas categorias, nesta quarta-feira, quinto dia de disputa da modalidade nos Jogos do Rio.

Tiago Camilo: "Não tive tantas dificuldades na luta, estive sempre controlando as ações. Eu estava na frente, e depois acabei tomando contragolpe numa dividida. Faltava pouco, o atleta começou a fugir e não consegui reverter a pontuação".

"Quero lutar mais um Mundial, em 2017, mas os Jogos Tóquio-2020, é difícil. O ano de 2017 será meu último pela seleção"

Sobre o apoio da torcida mesmo depois da derrota: "Fiquei feliz por receber esse carinho do público. É o reconhecimento de toda minha carreira, tudo que construí no esporte, minhas conquistas. Só queria ter dado mais alegrias a essa torcida, com a medalha. Nada vai apagar o que conquistei, mas eu queria escrever uma história diferente hoje".

Sobre a qualidade das lutas: "Mesmo nos momentos de derrota, sempre é possível tirar algo positivo. Estou muito satisfeito com a forma com que lutei. Às vezes, você perde lutando bem. Agora, é esfriar a cabeça e torcer para os outros judocas brasileiros nos dois dias que faltam".

Sobre o desempenho brasileiro nos Jogos: "Todo mundo esperava mais do judô brasileiro. É justo, por todo o talento que os atletas têm. A gente poderia ter escrito uma história diferente nesses dias que se passaram, mas não aconteceu. Ficamos tristes, porque o judô poderia ter mostrado mais do que apresentou aqui. Mas os atletas não podem ter entrar com essa cobrança de ter que cumprir uma meta. Cada um tem que lutar por si, com seus objetivos."

Maria Portela: "Eu conhecia bem essa adversária, sabia que era bem agressiva, que era importante sempre colocar a mão direita no quimono. Acho que eu estava indo bem, dominando o confronto, mas tomei uma decisão errada quando quis surpreender e acaba que minha mão não chegou do jeito que deveria. É um pequeno erro que acaba com todo um sonho".

"Cada atleta tem uma história para chegar até aqui. Não é fácil chegar a uma Olimpíada. As pessoas acabam pensando muito e resultado. A gente também quer resultado para premiar toda a dedicação, todo o esforço de toda uma vida, mas não é fácil. Eu me sinto privilegiada por ter conquistado essa vaga e ter tido a oportunidade de representar o nosso país. Eu realmente queria uma medalha para coroar todo o sacrifício da minha história. Não sei se vai ter uma segunda chance para isso".

Sobre a diferença em relação ao ciclo olímpico de Londres-2012: "Em Londres, eu deixei de trabalhar algumas áreas que fazem muita diferença. Nesses quatro anos tentei evoluir um pouquinho em cada área, principalmente nessa área psicológica, e realmente senti isso na hora em que entrei. Estava bem preparada, bem tranquila, a torcida estava me ajudando, não estava encarando isso como uma pressão".

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