Esporte

Tiago Camilo fica sem medalha na sua despedida olímpica

10/08/2016 15h28

Rio de Janeiro, 10 Ago 2016 (AFP) - O judoca brasileiro Tiago Camilo deu adeus ao sonho de conquistar em casa sua terceira medalha olímpica ao perder nas oitavas de final da categoria até 90 kg para Mammadali Mehdiyev, do Azerbaidjão, poucos minutos depois de Maria Portela ser eliminada no feminino.

Aos 34 anos, o paulista disputou no Rio sua quarta e última olimpíada. Ele conquistou a prata em Sydney-2000, na categoria até 73 kg, e o bronze em Pequim-2004 (até 81 kg), além do título mundial de 2007, na Cidade Maravilhosa.

"Quero luta mais um Mundial, em 2017, mas os Jogos Tóquio-2020, é difícil. O ano de 2017 será meu último pela seleção", sentenciou.

Com esse revés, o esporte que mais rendeu medalhas ao Brasil conquistou apenas uma medalha em cinco dias de competição, o ouro de Rafaela Silva, na última segunda-feira.

A estreia tinha sido promissora, com um belo ippon sobre o sul-africano Zack Piontek, levando à loucura o público da Arena Carioca 2, que gritava "O campeão voltou!".

A luta contra Mehdiyev foi franca e intensa, com ambos os judocas buscando a queda.

O primeiro a conseguir foi Tiago, com um yuko que levantou a torcida, faltando pouco menos de dois minutos para o fim. Aos gritos de "Ti-a-go", o público continuou empurrando para ajudá-lo a segurar a vantagem até o fim, mas o veterano foi surpreendido por um Wazari, seguido de um yuko por imobilização.

Precisando de um ippon Tiago, foi para o tudo ou nada, mas o adversário não abriu brechas e as punições por falta de combatividade não adiantaram.

Apesar da derrota, o brasileiro foi merecidamente reverenciado pela torcida, que reconheceu a trajetória de um dos maiores judocas do país.

Ele deixou o tatame visivelmente abatido e, ao mesmo tempo, emocionado com o carinho do público.

"É o reconhecimento de toda minha carreira, tudo que construí no esporte, minhas conquistas. Só queria ter dado mais alegrias a essa torcida, com a medalha. Nada vai apagar o que conquistei, mas eu queria escrever uma história diferente hoje", completou.

- Erro fatal -Maria Portela, por sua vez, disputava sua segunda olimpíada, depois de ser eliminada na estreia em Londres-2012.

No Rio, ela conseguiu ganhar uma luta, mas foi no sufoco. Contra a marroquina Assmaa Niang, o início da luta foi truncado, com as duas atletas se estudando e tentando a melhor pegada, por isso o árbitro resolveu punir ambas com um shido.

A gaúcha de 28 anos começou a mostrar mais iniciativa e foi premiada com uma punição para a adversária, mas não conseguiu segurar a vantagem e também acabou sendo punida, levando a decisão para o 'Golden Score'.

No tempo extra, a brasileira, empurrada pelos gritos de "Maria, Maria" da torcida, foi ainda mais agressiva e garantiu a vitória com um yuko.

Nas oitavas de final, porém, a derrota foi dramática, com penalidade a 13 segundos do fim por causa de uma entrada ilegal na austríaca Bernadette Graf.

A gaúcha de 28 anos fez duelo muito equilibrado com a adversária austríaca durante toda a luta, na qual as duas judocas receberam advertência por falta de combatividade.

A 13 segundo do fim, Portela acabou pecando pela pressa de finalizar a luta na tentativa de escapar do 'Golden Score', realizando entrada ilegal em Graf.

A brasileira tentou cinturar a adversária sem segurar o quimono. Para que o golpe fosse legal, precisaria realizar pelo menos uma das pegadas do judô.

O árbitro parou a luta e pediu a análise dos jurados, que confirmaram a ilegalidade da ação e a eliminação da brasileira.

Inconformada, a 'raçudinha do Pampas' desabou no tatame aos prantos ao perceber que o sonho olímpico tinha terminado. Apesar do apoio da torcida, que gritava "Maria! Maria!", a judoca precisou ser amparada pela técnica Rosicleia Campos.

"Acho que eu estava indo bem, dominando o confronto, mas tomei uma decisão errada quando quis surpreender e acaba que minha mão não chegou do jeito que deveria. É um pequeno erro que acaba com todo um sonho", lamentou a gaúcha.

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