Esporte

Uchimura arranca o bi na última nota; Sasaki no top-10

10/08/2016 20h46

Rio de Janeiro, 10 Ago 2016 (AFP) - Kohei Uchimura mostrou que um Rei nunca perde a majestade: foi na última nota, por apenas um décimo, mas o japonês se tornou bicampeão olímpico do concurso individual geral masculino, prova da qual é hexacampeão mundial, depois de um duelo emocionante com o ucraniano Oleg Verniaiev.

O britânico Max Whitlock completou o pódio.

O brasileiro Sérgio Sasaki arrancou muitos aplausos da torcida por ter terminado na nona posição, o melhor resultado do país no individual geral, enquanto Arthur Nory ficou em 17º.

Aos 27 anos, Uchimura soma sete medalhas olímpicas no total, três de ouro e quatro de prata. Ele se tornou o primeiro ginasta a defender o título no individual geral desde seu compatriota Sawao Kato (1968 e 1972)

No Rio, ele já tinha cumprido sua principal meta ao conquistar o único título que lhe faltava, o ouro olímpico por equipes.

Enquanto isso, Verniaiev apostou tudo no individual geral, ao deixar de disputar quatro aparelhos com a equipe ucraniana para poder chegar a 100% nesta quarta-feira.

- De tirar o fôlego -De fato, o jovem ucraniano foi uma verdadeira ameaça para a hegemonia do Rei Uchimura. Whitlock começou na frente, por iniciar a competição com o aparelho do qual é especialista, o cavalo com alças.

Uchimura assumiu a liderança em seguida, com uma grande apresentação nas argolas, mas foi desbancado por Verniaiev, que ficou na frente até o último aparelho.

Na quinta e penúltima rotação, o ucraniano abriu uma vantagem que parecia ser decisiva, quando conseguiu a nota altíssima de 16,1, contra 15,6 de Uchimori.

Mas o japonês mostrou porque é considerado um dos maiores ginastas de todos os tempos, com uma rotina nas barras paralelas de tirar o fôlego, com recepção 'cravada' que levou o público ao delírio.

A pressão passou para o lado de Verniaiev, que precisava 'apenas' da nota 14,899 para destronar o Rei, mas foi conservador demais e acabou ficando com 14,8. Ou seja, faltou apenas 0,099 ponto. Foi sua única nota abaixo de 15.

Incrédulo, o ucraniano reagiu com um sorriso amarelo, mas acabou abraçando o japonês, ao final de um duelo antológico.

"Não vou dizer que não esperava derrotá-lo, mas acabou não acontecendo. Estou um pouco decepcionado porque passei muito perto. Nunca treinei tão duro", lamentou Verniaiev, que reconheceu, no entanto, que Uchimura é o rei incontestável da ginástica artística.

"No momento, ele é o rei, como Michael Phelps na natação ou Usain Bolt no atletismo. Eu consegui me aproximar da sua nota mais do que ninguém. Fiz tudo que pude", completou.

- Superação -Do lado brasileiro, Sasaki teve o mérito de se manter no top-10 ao superar o resultado dos Jogos de Londres-2012, onde tinha ficado em décimo, apesar de viver um ciclo olímpico muito complicado, por conta de uma grave lesão no joelho em dezembro de 2014, quando precisou deixar o ginásio de cadeira de rodas.

"Passei praticamente um ano e três meses sem treinar por causa das minhas lesões, talvez tenha sido até injusto de ganhar de atletas que tiveram esses quatro anos para treinar. Vou receber esse nono lugar com o maior orgulho possível. Não é qualquer um que consegue chegar em nono", comentou o paulista de 24 anos.

"Ganhei uma posição em relação a Londres, talvez possa parecer pouca coisa, mas para mim é uma vitória enorme. Talvez minha felicidade seja até maior do que a do Oleg (Verniaiev, medalhista de prata), que ficou em segundo podendo ganhar", completou.

Sasaki conseguiu sua melhor nota no salto, quando tirou 15,2, numa rotina que encantou o público, muito empogado cada vez que ele e Nory se apresentavam.

Outra rotina de destaque foi nas barras paralelas, sua quinta rotação. Uma rotina impecável, ousada, e com recepção 'cravada'. Certa de que Sasaki iria tirar uma grande nota, a torcida gritou "Brasil, Brasil" enquanto aguardava o veredito dos juízes. Quando saiu a nota 15,00 uma sonora vaia foi ouvida na Arena Olímpica.

Já Nory não mostrou a mesma consistência, mas estava só sorrisos quando deixou o ginásio. "Estou muito feliz por estar vivendo esse momento único. Ser finalista olímpico não é fácil. Muita gente lutou para estar aqui. Sou muito grato por toda essa experiência", afirmou a promessa de 22 anos, que ainda disputará a final do solo, no domingo, junto com Diego Hypolito.

Nesta quinta-feira, será a vez de Rebecca Andrade e Jade Barbosa disputar o individual geral.

O Brasil também será representado nas finais da trave, com Flávia Saraiva, e da barra fixa, com Francisco Barretto.

Mas a melhor chance de medalha será na segunda-feira, nas argolas, quando Arthur Zanetti tentará imitar Uchimura ao se sagrar bicampeão olímpico.

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